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12/Aug/2026

Café Moído: preço tem queda recorde em 12 meses

O café moído registrou queda de 2,45% em julho e passou a acumular recuo de 13,66% no ano e de 17,20% em 12 meses, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo acumulado em 12 meses é o maior da série histórica do item desde o início do Plano Real, em julho de 1994. A maior alta acumulada em 12 meses do café moído ocorreu em maio de 2025, quando o item atingiu 82,24%. Desde junho de 2025, os preços iniciaram trajetória de redução e já acumulam queda de aproximadamente 18% nesse período. Apesar do movimento de baixa, o café ainda não devolveu integralmente a alta registrada no ciclo anterior, com os recuos sendo incorporados gradualmente aos preços ao consumidor.

No grupo Alimentação e Bebidas, os preços recuaram 0,67% em julho, influenciados principalmente pela alimentação no domicílio, que apresentou queda de 1,14%. Entre os principais recuos, além do café moído, destacaram-se o tomate, com baixa de 29,09%, a batata-inglesa, com queda de 19,59%, e a cenoura, com recuo de 14,41%. O tomate apresentou o principal impacto negativo sobre o IPCA do mês, de -0,10%. Entre as altas, destacaram-se o leite longa vida, com avanço de 2,47%, e as frutas, com alta de 1,20%. A queda dos preços do café ainda não é integralmente percebida de forma imediata pelo consumidor. O repasse ao varejo ocorre com defasagem em razão do tempo necessário para processamento e distribuição após a colheita, da renovação dos estoques e da influência de custos que continuam compondo o preço final, entre eles câmbio e fretes.

A formação dos preços ao consumidor envolve, portanto, diferentes etapas da cadeia de comercialização, fazendo com que as quedas observadas na origem sejam incorporadas gradualmente ao varejo. A velocidade desse repasse depende da renovação dos estoques e da evolução dos custos envolvidos no transporte, processamento e distribuição. A queda recente também não pode ser atribuída isoladamente a um único fator, uma vez que a formação dos preços do café é influenciada por diferentes componentes relacionados à logística e aos custos da cadeia. Ainda assim, o comportamento observado desde junho de 2025 indica um processo de alívio gradual ao consumidor, com os recuos sendo progressivamente incorporados aos preços finais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.