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06/Aug/2026

Brasil: setor amplia rastreabilidade socioambiental

O setor cafeeiro brasileiro tem ampliado os mecanismos de rastreabilidade e monitoramento socioambiental para atender às novas exigências dos mercados internacionais, incluindo o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que entra em vigor no fim deste ano. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) destaca que as iniciativas buscam garantir maior transparência na origem do produto, comprovação de conformidade ambiental e trabalhista e manutenção do acesso aos principais mercados consumidores. Em 2023, o Cecafé lançou a Plataforma de Monitoramento Socioambiental Cafés do Brasil, ferramenta que reúne exportadores e utiliza bases oficiais do governo para verificar aspectos como cumprimento do Código Florestal, regularidade fundiária, ausência de desmatamento, respeito às normas trabalhistas e direitos humanos.

A plataforma permite rastrear o café até o polígono de produção da propriedade rural e gerar documentação auditável para comprovar a conformidade socioambiental dos embarques destinados ao exterior. Além das ferramentas de monitoramento, o setor também tem desenvolvido ações preventivas e de qualificação junto a produtores e trabalhadores. Entre as iniciativas está o Programa Trabalho Sustentável (PTS), realizado em parceria com autoridades fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que capacitou mais de 600 multiplicadores técnicos em boas práticas trabalhistas em 2026. O Cecafé também participa da Mesa Nacional de Diálogo pelo Trabalho Decente na Cafeicultura, voltada ao fortalecimento das relações trabalhistas e à adoção de padrões de responsabilidade social na cadeia produtiva.

Aproximadamente 99% das fiscalizações realizadas na cafeicultura identificam condições de conformidade com os padrões de proteção aos direitos humanos. A combinação entre dados públicos, fiscalização, monitoramento e ações preventivas permite estruturar processos de devida diligência mais eficientes e confiáveis. Para os compradores internacionais, a recomendação do setor é priorizar as informações já disponíveis nas bases oficiais brasileiras e evitar a criação de exigências adicionais que aumentem a burocracia e retardem os processos de exportação. O cruzamento de notas fiscais com dados georreferenciados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), informações sobre embargos ambientais, áreas protegidas e inspeções trabalhistas permite identificar a origem do café, o produtor responsável e reunir as evidências necessárias em relatórios consolidados de conformidade socioambiental. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.