17/Jun/2026
Este mês se iniciou com fortes quedas nos preços do café arábica, devido ao avanço da colheita da safra 2026/27. Até o dia 10 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 havia recuado pouco mais de 10% no acumulado do mês. Porém, a partir desse dia, os valores passaram a subir, influenciados pelas chuvas nas regiões produtoras da variedade, cenário que afeta o andamento da colheita e reduz pontualmente a oferta. Vale destacar que, além de atrapalhar o ritmo dos trabalhos de campo, as chuvas nessa fase da colheita podem prejudicar também a qualidade dos grãos. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, está cotado a R$ 1.427,63 por saca de 60 Kg, alta de 2,33% nos últimos sete dias. No acumulado do mês, porém, ainda há baixa, de 8,23%. Como tem sido indicado nas estimativas oficiais, a safra será recorde.
Contudo, o clima pode afetar a qualidade do grão e a peneira, que alguns agentes têm relatado estar abaixo da safra anterior. Em relação às chuvas, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que, na estação de Franca (SP), na Mogiana Paulista, o acumulado de precipitações foi de 28 milímetros até o dia 15 de junho, com volume acumulado especialmente na última semana. Em Varginha, no Sul de Minas, choveu 24,6 milímetros em junho, principalmente no último fim de semana. Na região de Marília (SP), Alta Paulista, choveu 54,4 milímetros entre quinta e sábado, enquanto em Londrina, no Norte do Paraná, o volume foi de 52,7 milímetros. Já em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, o volume foi de 56,2 milímetros, que normalmente não é observado neste período do ano. Segundo a Climatempo, as chuvas devem parar nas principais regiões produtoras de arábica, e devem voltar entre o final desta semana e o início da próxima em partes de São Paulo e do Norte do Paraná.
Vale destacar que a incidência do El Niño vem sendo confirmada, fenômeno que pode causar temperaturas mais elevadas nas regiões cafeeiras do Brasil, o que pode afetar a safra, como já observado em anos anteriores. Quanto ao robusta, em Linhares (ES), choveu apenas 5,8 milímetros, cenário que tem favorecido o andamento da colheita. Em Rondônia, as atividades já se aproximam do fim. Os preços da variedade estão mais firmes que os do arábica, especialmente em razão das projeções de safra menor que a anterior, embora os números de produção ainda sejam bons elevados quando comparados às médias históricas. O Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, está cotado a R$ 974,11 por saca de 60 Kg, alta de 2,2% no acumulado de junho (ou de R$ 21,55 por saca de 60 Kg). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.