08/Jun/2026
Para valorizar seu café, a JDE Peet's, dona das marcas Pilão e L'OR, vai acelerar investimentos em agricultura regenerativa, prática que adota tecnologias que aliam alta produtividade à restauração e conservação dos recursos naturais e da biodiversidade. Segundo a JDE Peet's, 11 projetos receberão aporte de R$ 20 milhões até 2029. O plano ganhou tração após a norte-americana Keurig Dr Pepper concluir, em abril, a compra da holandesa JDE por US$ 18 bilhões.
Em 2025 a JDE faturou 9,9 bilhões de euros. A meta, agora, é seguir desenvolvendo projetos de regeneração no País envolvendo cooperativas, tradings e a indústria de insumos. O interesse pela produção sustentável vem desde 2024, quando a JDE, que absorve 8% do café verde no mundo, firmou parceria com a Syngenta, do setor de agroquímicos, para desenvolver a agricultura regenerativa em 30 fazendas na Mogiana paulista, no Cerrado e no Sul de Minas Gerais. Neste projeto, há casos de cafeicultores que aumentarem a produtividade em 50% em um ano.
Em vez de pagar um bônus financeiro direto pelo café sustentável, a JDE Peet's aposta na eficiência técnica para garantir a perenidade da cadeia e a remuneração do produtor. O bônus é uma ferramenta rápida, mas volátil. Se o mercado deixa de pagar, o produtor se desmotiva. A estratégia foca na rentabilidade via ganhos de produtividade e redução de riscos, bases do programa global de sustentabilidade da empresa, o Common Grounds, que engloba projetos com 86 produtores de café no mundo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.