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03/Jun/2026

Preços do arábica e robusta em movimentos distintos

Os preços dos cafés arábica e robusta tiveram comportamentos distintos entre abril e maio. O arábica registrou forte desvalorização e chegou à menor média mensal desde outubro de 2004, em termos reais, devido ao avanço da colheita da temporada 2026/27 no Brasil, que deve ser recorde. As cotações do café robusta, por sua vez, subiram frente a abril, movimento que refletiu um ajuste após as fortes quedas de março para abril e a possibilidade de a produção não alcançar recordes nesta safra. Em maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, registrou média de R$ 1.653,92 por saca de 60 Kg, recuo de R$ 157,95 por saca de 60 Kg (ou -8,7%) frente à de abril (R$ 1.811,87 por saca de 60 Kg). Trata-se da menor média mensal desde outubro de 2024 (quando havia sido de R$ 1.490,14 por saca de 60 Kg), em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de abril de 2026). Ao longo do mês, o Indicador chegou a registrar os menores valores diários desde novembro de 2024, em termos reais.

Na contramão do arábica, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, à vista, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 935,60 por saca de 60 Kg em maio, leve alta de R$ 18,55 por saca de 60 Kg (ou +2,0%) frente à média de abril (R$ 917,05 por saca de 60 Kg). Além de esse movimento representar uma correção após a forte queda registrada em abril, também é resultado da percepção de que a produção do robusta não deve atingir recordes nesta safra 2026/27. No mercado externo, o contrato Julho/26 do café arábica negociado na Bolsa de Nova York, o mais líquido no período, registrou forte oscilação ao longo de maio, com predomínio das quedas. O contrato encerrou o dia 29 de maio a 265,60 centavos de dólar por libra-peso, recuo expressivo de 1.995 pontos frente ao fechamento de 30 de abril (285,55 centavos de dólar por libra-peso), reflexo principalmente das projeções de que a safra brasileira 2026/27 deve ser novamente recorde.

As altas pontuais ao longo do mês de maio ocorreram nos momentos em que as chuvas atrapalharam o andamento dos trabalhos no campo, derrubando grãos dos pés, o que pode trazer prejuízos à qualidade, ao menos nos lotes iniciais. Nos últimos sete dias, especificamente, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, está cotado a R$ 1.533,85 por saca de 60 Kg, forte baixa de 6,69%. Na Bolsa de Nova York. O contrato Julho/26 do arábica está cotado a 260,60 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 4,89% nos últimos sete dias. Não houve pregão na bolsa no dia 25 de maio em função do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos. Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, à vista, a retirar no Espírito Santo, está cotado a R$ 939,28 por saca de 60 Kg, leve alta de 0,17% nos últimos sete dias. O tipo 7/8, bica corrida, à vista, a retirar no Espírito Santo se valorizou 0,87% no mesmo comparativo, a R$ 923,13 por saca de 60 Kg. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.