20/May/2026
Com o avanço da colheita do café arábica nas principais regiões produtoras do Brasil, as atenções de cafeicultores se voltam ao clima. As recentes chuvas, especialmente em regiões do Paraná e de São Paulo, podem prejudicar a qualidade de uma parte dos grãos da safra atual, apesar de serem benéficas às lavouras mais tardias e para a próxima safra. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), em Londrina, no norte do Paraná, o acumulado de precipitações em maio (até o dia 18) está em 141,6 milímetros, com 74,8 mm concentrados apenas no último fim de semana. Em Marília, na região da Mogiana Paulista, foram 102 mm neste mês, dos quais 71 mm também registrados apenas no fim de semana. Nessas duas regiões, o volume e a concentração das chuvas são motivo de atenção, especialmente devido à fase inicial da colheita.
No norte do Paraná, as recentes chuvas já resultaram em pequena baixa na qualidade do café. Em Marília (SP), as chuvas volumosas também preocupam neste período, visto que podem molhar os grãos que já caíram ao solo, dificultando a colheita mecanizada. No Sul de Minas Gerais, por sua vez, agentes indicam que as chuvas previstas até esta quarta-feira (20/05), devem ter volume reduzido, sem causar danos à safra. Em Franca, na Mogiana Paulista, o acumulado foi de apenas 4,7 mm neste mês. Em Patos de Minas, no Cerrado Mineiro, o volume foi de 10 mm, registrado somente no dia 13 de maio. Em Machado, no Sul de Minas, o acumulado chegou a 9 mm, sendo 7,6 mm no último fim de semana. Em Linhares, no Espírito Santo, principal região produtora de café robusta, praticamente não choveu no fim de semana, e o acumulado de maio foi de apenas 7,8 mm. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.