07/May/2026
O governo brasileiro discutiu o fortalecimento das relações comerciais e técnicas na cadeia do café com representantes da Itália, em reunião que abordou temas como comércio bilateral, sustentabilidade e cooperação internacional. O encontro ocorreu em um contexto de maior aproximação entre os países e de ampliação das oportunidades no setor cafeeiro. A agenda incluiu o alinhamento de interesses comerciais, com foco na ampliação do acesso a mercados e no equilíbrio das trocas entre os países. O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia foi apontado como vetor relevante para intensificar o fluxo de comércio agrícola, incluindo produtos ligados ao café e insumos associados à cadeia produtiva.
No âmbito institucional, foi discutida a possibilidade de transferência da sede da Organização Internacional do Café (OIC) para Roma, com o objetivo de aproximar a entidade de outros organismos multilaterais e favorecer a integração de agendas relacionadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento rural. O Brasil foi destacado como principal fornecedor global de café arábica, com participação superior a 40% da produção mundial. A relevância do País na oferta internacional reforça sua posição estratégica nas relações comerciais com empresas globais do setor, especialmente em segmentos voltados à qualidade e à exportação.
A cooperação técnica também foi um dos eixos centrais da reunião. Foram apresentados programas voltados à agricultura sustentável, com destaque para iniciativas de baixa emissão de carbono e recuperação de áreas degradadas. Essas ações buscam elevar a produtividade com conservação ambiental, alinhando competitividade e sustentabilidade no campo. Outro ponto abordado foi a ampliação da transferência de conhecimento técnico brasileiro para outros países, com apoio de instituições de pesquisa.
A estratégia inclui o desenvolvimento de parcerias internacionais para disseminação de práticas agrícolas sustentáveis, especialmente voltadas a pequenos e médios produtores. As discussões também contemplaram os impactos das mudanças climáticas sobre a produção de café, reforçando a necessidade de inovação tecnológica e adaptação dos sistemas produtivos para garantir estabilidade da oferta no longo prazo. O avanço da agenda bilateral e da cooperação técnica indica perspectiva de fortalecimento da cadeia global do café, com maior integração entre produção, indústria e mercados consumidores. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.