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16/Apr/2026

Menor oferta de café arábica sustenta os preços

Segundo o Itaú BBA, a baixa disponibilidade de café arábica no curto prazo tende a sustentar as cotações nos vencimentos mais próximos, mesmo diante da perspectiva de aumento da produção brasileira na safra 2026/27. A estimativa para a safra brasileira foi elevada para 72,5 milhões de sacas de 60 Kg, ante 69,3 milhões de sacas de 60 Kg anteriormente projetados. O ajuste concentra-se no café arábica, cuja produção foi revisada para 47,5 milhões de sacas de 60 Kg, incremento de 2,7 milhões de sacas de 60 Kg. Para o robusta, a projeção é de 25 milhões de sacas de 60 Kg, aumento de 500 mil sacas de 60 Kg em relação à estimativa anterior.

A produção de arábica deve crescer 25% em relação à safra 2025/26, enquanto a produção total de café no País avança 15%, considerando estabilidade na produção de robusta. No cenário global, a combinação de aumento de 2% na produção dos demais países e crescimento médio anual de 1,3% no consumo tende a ampliar o superávit entre oferta e demanda, que pode passar de 5 milhões para 14,5 milhões de sacas de 60 Kg. Apesar desse quadro mais confortável no médio prazo, o suporte no curto prazo permanece associado à restrição de oferta de arábica disponível, o que sustenta os preços nos contratos mais próximos.

No campo climático, a possível consolidação do fenômeno El Niño nos próximos meses entra no radar do mercado. No Brasil, o padrão climático associado ao fenômeno indica inverno mais úmido e menos frio, reduzindo a probabilidade de geadas, embora sem eliminá-la completamente. Em países asiáticos produtores, como Vietnã e Indonésia, o fenômeno historicamente está associado a condições mais secas, com potencial impacto sobre a produção. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.