08/Apr/2026
A proximidade da colheita de café já vem influenciando os preços do grão, mesmo que as atividades só se intensifiquem a partir de meados de maio. Por conta disso, as cotações do arábica vêm recuando praticamente todos os dias desde 25 de março, com exceção do dia 6 de abril, quando foi verificada uma reação pontual. Vale ressaltar que algumas lavouras mais precoces de arábica já podem ter grãos maduros para serem colhidos no começo de maio, especialmente nas áreas irrigadas em São Paulo.
Na parcial de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, registra queda de 0,1%, ainda de forma modesta, cotado a R$ 1.885,21 por saca de 60 Kg. De 25 de março (quando os valores começaram a recuar) a 6 de abril, a queda já é de quase R$ 93,00 por saca de 60 Kg. O conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, com o fechamento do Estreito de Ormuz, segue no radar de agentes, cenário que pode dar certo suporte aos preços, mas que preocupa em relação aos custos da próxima safra (2026/27).
Importante destacar que, em abril do ano passado, o governo norte-americano implementava as primeiras tarifas adicionais ao produto brasileiro, causando grande volatilidade e incertezas. Essa condição fez com que os Estados Unidos perdessem o posto de principal país comprador do café nacional para a Alemanha, situação que ainda não foi retomada. Nos últimos sete dias, especificamente, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, registra baixa de 0,72%, cotado a R$ 1.885,21 por saca de 60 Kg. Na Bolsa de Nova York, o contrato Maio/26 apresenta alta de 1,88% nos últimos sete dias, a 298,05 centavos de dólar por libra-peso. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.