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07/Apr/2026

Projeção indica superávit global de café em 2026

Segundo a StoneX, o mercado global de café pode registrar superávit de 10 milhões de sacas de 60 Kg de café em 2026, com produção estimada em 182,5 milhões de sacas de 60 Kg frente a um consumo de 172,5 milhões de sacas de 60 Kg, indicando recomposição dos estoques após período de restrição. A produção global deve crescer 9,6% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo Brasil, cuja safra é projetada em 75,3 milhões de sacas de 60 Kg em 2026/27, alta de 20,8%, refletindo a recuperação de perdas climáticas anteriores e o avanço estrutural da produção, especialmente do café robusta.

Outras origens também contribuem para o aumento da oferta. Na Ásia, o Vietnã deve ampliar a produção em quase 10%, enquanto na África o crescimento estimado é de 3,6%, com destaque para países como Uganda e Costa do Marfim. Em contrapartida, a América Central deve registrar leve retração, inferior a 1%, e a Colômbia deve reduzir a produção para cerca de 12,6 milhões de sacas de 60 Kg. A recomposição dos estoques globais deve alcançar aproximadamente 48 milhões de sacas de 60 Kg em 2026, frente a cerca de 38 milhões de sacas de 60 Kg no período anterior, com contribuição relevante do Brasil, onde os estoques podem crescer cerca de 5 milhões de sacas de 60 Kg.

Apesar da recuperação, os níveis permanecem heterogêneos entre regiões consumidoras. Na Europa, os estoques ainda operam próximos ao limite inferior da faixa histórica, enquanto nos Estados Unidos houve forte redução nos últimos anos, com expectativa de leve recomposição. O Japão apresenta trajetória de queda mais moderada, porém contínua. Do lado da demanda, o consumo global deve crescer 2,5% em 2026, após retração semelhante em 2025, sustentado pela desaceleração inflacionária e melhora das condições econômicas em mercados relevantes.

Mesmo com o cenário mais confortável do ponto de vista de oferta, a recomposição ocorre a partir de uma base historicamente restrita e permanece marcada por desequilíbrios regionais, além de incertezas relacionadas ao clima, tensões geopolíticas, políticas comerciais e exigências regulatórias, como regras de rastreabilidade para produtos livres de desmatamento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.