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18/Mar/2026

Clima favorável às lavouras de arábica e robusta

As condições climáticas seguem favorecendo o desenvolvimento do café da safra brasileira 2026/27 em praticamente todas as regiões produtoras. Na primeira quinzena de março, chuvas auxiliaram o enchimento dos grãos da variedade arábica e ajudaram o desenvolvimento final do robusta. De modo geral, nestes últimos meses, apenas dezembro que foi mais desafiador, quando temperaturas mais elevadas e o baixo volume de chuvas chegaram a deixar cafeicultores em alerta. O ano de 2026, contudo, tem registrado pluviosidade positiva ao café, sobretudo nas regiões produtoras de arábica.

Com o clima colaborando, consolida-se cada vez mais o cenário de uma safra brasileira de café 2026/27 com volumes recordes, especialmente impulsionada pela produção de arábica. No caso do robusta, havia uma expectativa inicial menos promissora de produção para a atual temporada. Contudo, com as condições climáticas também favoráveis, ainda que março registre chuvas menos volumosas que nos meses anteriores, agentes do setor têm passado a apostar em colheita próxima à observada na safra passada.

Na primeira quinzena de março, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que foram registrados volumes de chuva acima de 100 milímetros nas regiões produtoras de arábica. Em Minas Gerais, principal Estado produtor da variedade no Brasil, o índice pluviométrico está bastante favorável ao desenvolvimento dos cafezais. Em Varginha (sul do Estado), as chuvas somaram 46,4 milímetros no período. No Cerrado Mineiro, as precipitações em março têm sido mais expressivas: até o dia 16, foram 138,4 milímetros em Patrocínio.

Na Zona da Mata mineira, Barbacena registrava acumulado de 127,4 milímetros. Em São Paulo, as chuvas também estão bastante positivas para o desenvolvimento das lavouras. Em Franca, o acumulado da parcial de março é de 101,2 milímetros; em Marília, na região central do estado, já choveu 180,6 milímetros. No norte do Paraná, em Londrina, o volume acumulado de chuva em março foi de 126,9 milímetros. Ressalta-se que, na região norte do Paraná, o ano de 2026 tem apresentado chuvas mais modestas que nas demais regiões produtoras de arábica, mas, ainda, estão em volumes suficientes para o bom desenvolvimento da temporada.

Quanto ao robusta, dados do Inmet mostram que, até o dia 16 de março, choveu 15,6 milímetros em Linhares (ES) e 22,4 milímetros em São Mateus (ES). Apesar do menor volume de precipitações em março, os meses anteriores foram marcados por chuvas consistentes, com relatos inclusive de excesso hídrico em algumas áreas, condição que pontualmente pode ter afetado talhões de robusta no norte do Espírito Santo. Vale lembrar que, em janeiro e em fevereiro, as chuvas também foram abundantes em algumas praças, chegando a superar os 200 milímetros; em Patrocínio (MG), por exemplo, choveu mais de 400 milímetros em fevereiro. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.