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18/Mar/2026

Preços globais são pressionados pela ampla oferta

Segundo o Itaú BBA, o mercado internacional de café tende a permanecer pressionado pela expectativa de maior oferta global, mesmo diante da recente recuperação técnica dos contratos futuros na Bolsa de Nova York. A quebra da safra 2025/26 na Colômbia, associada ao excesso de chuvas, contribui para sustentação pontual das cotações, mas não altera o cenário de superávit global projetado, uma vez que o avanço da produção em outros grandes países produtores compensa a redução colombiana. No Brasil, o regime de chuvas tem favorecido o desenvolvimento da safra 2026/27, reforçando uma perspectiva positiva para a produção.

A estimativa aponta alta de 10,1% na produção brasileira em 2026, totalizando 69,3 milhões de sacas de 60 Kg, com crescimento de 18% no café arábica, para 44,8 milhões de sacas, e leve retração de 2% no conilon, para 24,5 milhões de sacas de 60 Kg. Esse cenário, aliado à expectativa de uma safra volumosa, tende a manter as cotações pressionadas à medida que a colheita se aproxima. O posicionamento dos fundos não comerciais reforça o viés baixista no curto prazo. Nas últimas semanas, houve redução da posição líquida comprada, indicando menor disposição desses agentes em sustentar apostas de alta.

Esse movimento contribui para um ambiente de maior volatilidade, no qual eventuais reações de preços permanecem condicionadas a revisões relevantes de safra ou a choques exógenos que alterem o balanço global. Com a aproximação da colheita, o principal fator de risco está associado à ocorrência de volumes excessivos de chuvas, que podem comprometer a qualidade e provocar queda de frutos maduros, com impacto potencial sobre a oferta efetiva. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.