11/Mar/2026
O café arábica permaneceu como o principal tipo exportado pelo Brasil no primeiro bimestre de 2026, com embarques de 4,423 milhões de sacas de 60 quilos, volume equivalente a 81,8% das exportações totais do período. O resultado representa queda de 28,9% em relação ao volume embarcado entre janeiro e fevereiro de 2025. O café solúvel aparece na sequência, com 573.301 sacas exportadas, participação de 10,6% no total e retração de 11,5% na comparação anual. Os cafés canéforas, que incluem as variedades conilon e robusta, somaram 408.446 sacas, correspondendo a 7,5% das exportações e registrando queda de 27,7% frente ao primeiro bimestre do ano anterior. O segmento industrial de café torrado e torrado e moído totalizou 5.572 sacas exportadas, volume que representa 0,1% do total e queda de 38,7% na comparação anual.
Entre os principais destinos do café brasileiro no primeiro bimestre de 2026, a Alemanha liderou as importações com 786.589 sacas, volume equivalente a 14,5% das exportações totais e retração de 20,1% em relação ao mesmo período de 2025. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 655.998 sacas, participação de 12,1% e queda de 45,8%. Na sequência do ranking estão Itália, com 568.598 sacas e crescimento de 5,9%, Bélgica com 331.747 sacas e retração de 6,8%, e Japão com 315.816 sacas, queda de 34,5% na comparação anual. Os cafés diferenciados, caracterizados por qualidade superior, certificações de sustentabilidade e características especiais, representaram 19,8% das exportações brasileiras no período, com embarques de 1,069 milhão de sacas. O volume corresponde a uma queda de 40,7% em relação ao primeiro bimestre de 2025.
A receita cambial gerada por esse segmento totalizou US$ 493,5 milhões, com preço médio de US$ 461,74 por saca, valor 31,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os principais destinos dos cafés diferenciados, a Alemanha também liderou as compras com 137.770 sacas, volume equivalente a 12,9% do total exportado nessa categoria. Em seguida aparecem Estados Unidos, com 132.179 sacas e participação de 12,4%, Bélgica com 130.484 sacas e 12,2%, Itália com 124.249 sacas e 11,6%, e Holanda (Países Baixos) com 86.253 sacas, representando 8,1%. Em termos logísticos, o Porto de Santos (SP) concentrou a maior parte dos embarques brasileiros no período, com 4,217 milhões de sacas e participação de 77,9% no total exportado. O complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ) respondeu por 18,2% das exportações, com 983.890 sacas, seguido pelo Porto de Paranaguá (PR), com 66.954 sacas e participação de 1,2%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.