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11/Feb/2026

Preços do café pressionados pela projeção de safra recorde

Os preços do café seguem em queda no Brasil desde o encerramento de janeiro, movimento que ganhou intensidade neste início de fevereiro. Até janeiro, as baixas estavam associadas principalmente ao clima favorável em importantes regiões produtoras, com chuvas em bons volumes. Mais recentemente, estimativas indicando uma possível safra recorde no País passaram a reforçar as desvalorizações do grão.

No acumulado de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, recuou 3,7%. Já na parcial de fevereiro (até o dia 9), a queda alcança 11,2%, com o indicador encerrando a R$ 1.861,69 por saca de 60 kg. Esse patamar não era observado desde o início de agosto de 2025, em termos nominais.

Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, que havia recuado 4,11% em janeiro, já acumula baixa de 12,25% em fevereiro, fechando a R$ 1.063,49 por saca de 60 kg.

Dados divulgados pela Conab indicam que a produção brasileira de café na safra 2026/27, somando arábica e robusta, deve atingir 66,2 milhões de sacas de 60 kg, volume 17,1% superior ao da safra anterior e recorde histórico. O avanço está relacionado à entrada de novas áreas em produção, à bienalidade positiva e a condições climáticas mais favoráveis frente a anos recentes.

A produção de arábica é estimada em 44,1 milhões de sacas, aumento de 23,3% em relação à safra 2025/26, com expansão de 2,7% da área cultivada. Parte relevante das lavouras que estavam em reforma no ciclo anterior deve voltar a produzir.

Para o robusta, a Conab projeta produção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% na comparação anual. Esse crescimento ocorre mesmo diante de adversidades climáticas no Espírito Santo, principal estado produtor, que enfrentou déficit hídrico no início do ciclo e excesso de chuvas no fim de janeiro de 2026.

Entre 2 e 9 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 caiu 9,64%, enquanto o dólar se desvalorizou 1,61%, para R$ 5,188. No mercado internacional, o contrato março/26 do café arábica na ICE Futures recuou 11,82% no período, encerrando a 293,85 centavos de dólar por libra-peso.

No mercado doméstico de robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 recuou 7,93% entre 2 e 9 de fevereiro. O tipo 7/8 caiu 8,57%, para R$ 1.036,84 por saca de 60 kg, à vista e a retirar no Espírito Santo.

Com a forte desvalorização, produtores permanecem afastados do mercado, com negociações praticamente paralisadas. Ao mesmo tempo, a baixa disponibilidade no mercado spot tem gerado dificuldades para exportadores na formação de lotes.

Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.