09/Feb/2026
O mercado doméstico de café encerra o período recente com preços em baixa e ritmo lento de negócios no mercado spot, refletindo a expectativa de maior oferta na safra 2026/27, conforme indicativos de produção mais elevada. Esse cenário tem reduzido o ímpeto comprador e ampliado a cautela nas negociações ao longo da cadeia.
No mercado de arábica, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, recuou 1,65%, encerrando a R$ 1.884,66 por saca de 60 kg. A pressão reflete tanto o ambiente de expectativa de oferta mais confortável quanto o menor apetite por recomposição de estoques no curto prazo.
Para o café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, apresentou queda de 0,43%, para R$ 1.068,69 por saca de 60 kg. Já o tipo 7/8 recuou 0,92%, sendo negociado a R$ 1.040,98 por saca de 60 kg, à vista e a retirar no Espírito Santo. O movimento reforça a percepção de maior disponibilidade relativa do produto e limita reações mais firmes nos preços.
No mercado internacional, os contratos futuros de café arábica negociados na Bolsa de Nova York apresentaram recuo. O vencimento março/26 foi encerrado a 289,30 centavos de dólar por libra-peso, queda de 720 pontos, equivalente a 2,43%, refletindo ajustes técnicos e a leitura de um cenário de oferta menos restritivo à frente.
O câmbio também contribuiu para o ambiente de pressão. O dólar apresentou desvalorização de 0,63%, sendo cotado a R$ 5,220, fator que reduz a paridade de exportação e limita o suporte externo aos preços internos do café.
Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.