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06/Feb/2026

Safra 2026/2027 estimada em 66,2 milhões de sacas no Brasil

A produção brasileira de café em 2026/2027 está estimada em 66,2 milhões de sacas beneficiadas, aumento de 17,1% em relação ao volume registrado no ciclo anterior, de 56,54 milhões de sacas. Caso o resultado se confirme, será o maior da série histórica, superando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas.

Em um ano de bienalidade positiva, o crescimento projetado é explicado pelo avanço de 4,1% da área em produção, estimada em 1,935 milhão de hectares, além de condições climáticas mais favoráveis e maior adoção de tecnologias e boas práticas de manejo. A produtividade média nacional é projetada em 34,2 sacas por hectare, alta de 12,4% frente às 30,4 sacas por hectare registradas no ciclo anterior.

A produção de café arábica deve alcançar 44,09 milhões de sacas, crescimento de 23,3% em relação à safra passada. O avanço reflete tanto a bienalidade positiva quanto o aumento da área em produção e a melhora das condições climáticas ao longo do ciclo. Para o conilon, a estimativa é de 22,10 milhões de sacas, alta de 6,4%, podendo estabelecer novo recorde histórico.

Em Minas Gerais, principal estado produtor de café do País, a produção é estimada em 32,4 milhões de sacas, sustentada pela melhor distribuição das chuvas, especialmente nos períodos que antecederam a florada. Em São Paulo, a safra deve atingir 5,5 milhões de sacas, impulsionada pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior e pela bienalidade positiva.

Na Bahia, a produção total é estimada em 4,6 milhões de sacas, com crescimento de 4%, sendo 1,2 milhão de sacas de arábica e 3,4 milhões de sacas de conilon. No Espírito Santo, a colheita deve alcançar 19 milhões de sacas, alta de 9%, com predominância do conilon, cuja produção é estimada em 14,9 milhões de sacas, mantendo o estado como principal produtor nacional dessa variedade.

Em Rondônia, onde o cultivo é exclusivamente de conilon, a produção deve chegar a 2,7 milhões de sacas, avanço de 18,3% em relação à safra anterior. O desempenho é atribuído à renovação do material genético com plantas clonais mais produtivas e às condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo.

Apesar da expectativa de safra recorde no Brasil e de uma boa produção em outros países produtores, os preços do café tendem a permanecer elevados em 2026. O consumo mundial segue em trajetória de crescimento e deve alcançar 173,9 milhões de sacas, impulsionado principalmente pela demanda asiática. Nesse contexto, os estoques globais permanecem em níveis historicamente baixos, projetados em 21,3 milhões de sacas no início da safra 2025/26 e em 20,1 milhões de sacas ao final do ciclo, o que mantém o mercado sensível a riscos climáticos e de oferta. Fontes: Conab e USDA. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.