26/Nov/2025
Esperava-se que, após a divulgação do fim da taxação dos Estados Unidos, os preços do café recuassem de maneira mais consistente na Bolsa de Nova York. Na sexta-feira (21/11), isso de fato ocorreu durante boa parte da sessão, quando o contrato Março/2026, o mais líquido do momento, chegou a operar com queda de mais de 2.000 pontos. No entanto, o contrato encerrou o pregão com baixa de 720 pontos, a 369,45 centavos de dólar por libra-peso. Mesmo com a notícia, o mercado ainda vem sendo influenciado pela menor oferta de café e pelos baixos estoques globais, fatores que seguem dando suporte às cotações.
No Brasil, embora a situação climática tenha melhorado, algumas regiões ainda registram chuvas um pouco abaixo da média histórica, e é cedo para qualquer previsão mais precisa sobre a produção da temporada 2026/2027. No País, os preços também recuaram com certa força na sexta-feira (21/11), em um dia em que poucos agentes atuaram, por conta do feriado da quinta-feira (20/11), Dia da Consciência Negra. De modo geral, o feriado atrapalhou significativamente as negociações e fez com que a liquidez praticamente não existisse.
O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, registra recuo de 0,38% nos últimos sete dias, cotado a R$ 2.198,87 por saca de 60 Kg. Na Bolsa de Nova York, o contrato Março/2026 se mantém estável nos últimos sete dias, a 376,55 centavos de dólar por libra-peso. Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, à vista, a retirar no Espírito Santo, registra alta de 2% nos últimos sete dias, cotado a R$ 1.373,49 por saca de 60 Kg. O tipo 7/8, bica corrida, à vista, a retirar no Espírito Santo, tem valorização de 1,85% no mesmo comparativo, a R$ 1.348,00 por saca de 60 Kg. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.