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16/Oct/2026

Supermercados: setor perde dinamismo em agosto

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a perda de dinamismo de hiper e supermercados contribuiu para a acomodação do comércio varejista brasileiro após o pico registrado no primeiro trimestre de 2026. O segmento, de grande peso no indicador agregado, passou a apresentar maior oscilação a partir de março, reduzindo a sustentação que oferecia ao desempenho do varejo no início do ano. A dinâmica está relacionada às diferenças de comportamento entre os itens essenciais e não essenciais. No começo de 2026, o avanço das vendas varejistas foi impulsionado principalmente pelas atividades não essenciais, enquanto hiper e supermercados funcionavam como uma base de sustentação para o resultado geral.

A partir de março, a maior volatilidade e a perda de força dos produtos essenciais reduziram esse suporte, contribuindo para a acomodação do nível de atividade comercial. Em agosto, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou queda de 0,3%. Após atingir o pico em março, o varejo passou a alternar recuos e pequenas altas, caracterizando um período de estabilidade relativa do volume de vendas, sem retomada consistente do ritmo observado no início do ano. Além do desempenho mais fraco dos produtos essenciais, a principal contribuição negativa em agosto veio do segmento de móveis e eletrodomésticos, cujo volume de vendas recuou 4,2%.

A retração ficou concentrada nos eletrodomésticos, especialmente televisores, após um período de demanda mais intensa nos meses anteriores, influenciado pelo efeito da Copa do Mundo. Em agosto de 2026, o volume de vendas do comércio varejista apresentou variação positiva de 0,1% em relação a julho, na série com ajuste sazonal. No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, além de material de construção, o volume de vendas recuou 0,2% no período. Os resultados indicam perda de impulso do comércio após o desempenho mais forte do primeiro trimestre, com a desaceleração dos segmentos de maior peso e a retração de categorias de bens duráveis limitando a evolução das vendas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.