08/Oct/2026
Segundo avaliação do BTG Pactual, a Camil deve apresentar um segundo trimestre fiscal de 2026 com volumes sólidos, enquanto os efeitos positivos da recuperação dos preços do arroz tendem a ganhar maior relevância nos próximos trimestres. O banco estima volumes consolidados de 659 mil toneladas no período, alta de 4% ante o mesmo trimestre do ano anterior, com avanço de 12% no mercado brasileiro, refletindo a continuidade dos ganhos de participação de mercado. A companhia deverá divulgar os resultados do segundo trimestre fiscal em 8 de outubro, após o fechamento do mercado. Para o período, o BTG Pactual projeta receita consolidada de R$ 3,0 bilhões, praticamente estável na comparação anual, e Ebitda ajustado de R$ 225 milhões, queda de 7,5%, com margem de 7,5%.
A alavancagem financeira deve atingir 5,2 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda no trimestre, em razão da sazonalidade do capital de giro. O BTG Pactual, entretanto, projeta redução significativa desse indicador para 3,4 vezes até o fim do ano fiscal. Com a expectativa de evolução dos resultados e de desalavancagem ao longo do exercício, o banco reiterou a recomendação de Compra para as ações da Camil e elevou o preço-alvo para R$ 9,00 por papel. O cenário de preços projetado para os diferentes segmentos da companhia é considerado misto. No segmento de alto giro, a elevação dos preços do arroz deverá ser compensada por preços mais baixos do açúcar. No segmento de alto valor, os preços tendem a apresentar queda sequencial com a normalização das cotações de café, pescados e trigo.
A principal mudança na tese de investimento do BTG Pactual está relacionada ao mercado de arroz. Os preços do grão avançaram de aproximadamente R$ 50 por saca em janeiro para R$ 83 atualmente, e o banco projeta novas altas diante da redução de 14% na área plantada na última safra. A recuperação das cotações tende a beneficiar a Camil, com efeitos positivos já esperados no segundo trimestre fiscal, embora o impacto mais relevante deva ocorrer nos trimestres seguintes. A combinação entre preços mais elevados do arroz e crescimento dos volumes comercializados deverá contribuir para uma melhora gradual do desempenho da companhia, enquanto a redução da alavancagem financeira permanece como um fator adicional para a evolução dos resultados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.