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02/Oct/2026

Supermercados: consumo nos lares sobe em agosto

Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo nos lares brasileiros cresceu 2,21% em agosto ante julho. Na comparação com agosto de 2025, o indicador avançou 2,69% e, no acumulado de janeiro a agosto, registra alta de 2,71%. O resultado mantém a trajetória positiva do consumo, embora em ritmo mais moderado em relação à passagem de junho para julho, quando o indicador havia avançado 3,01%. O desempenho continua sustentado pelas condições do mercado de trabalho e pela expansão da renda. A taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior nível da série histórica.

Ao mesmo tempo, o comprometimento da renda das famílias aumentou para 28,7% em julho, ante 27,3% um ano antes, indicando maior pressão sobre o orçamento e maior atenção dos consumidores aos preços, promoções e composição dos gastos. A cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, recuou 0,57% em agosto, na comparação com julho, registrando a terceira queda mensal consecutiva. O indicador havia recuado 0,28% em junho e 1,24% em julho. Com o novo resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 841,95 para R$ 837,14. Apesar das quedas mensais, no acumulado de janeiro a agosto a cesta ainda registra alta de 4,60%. A cesta composta por 12 produtos básicos apresentou comportamento distinto e teve alta de 0,09% em agosto ante julho.

O valor médio nacional ficou em R$ 356,76. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a cesta registra avanço de 4,81%. Para o último trimestre, a Abras identifica fatores com potencial de sustentação do consumo, entre eles o reajuste do Bolsa Família, o pagamento do 13º salário, a Black Friday e as festas de fim de ano. A entidade estima que cerca de R$ 49 do valor adicional médio do Bolsa Família por família possam ser direcionados ao abastecimento dos lares. A associação também acompanha a retomada da alta dos alimentos na prévia da inflação de setembro e os possíveis efeitos de condições climáticas sobre a oferta. A evolução desses fatores será determinante para o comportamento dos preços e do consumo nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.