11/Sep/2026
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o custo da cesta básica diminuiu em agosto em 25 das 27 capitais brasileiras, na comparação com julho, refletindo principalmente o recuo dos preços de itens como batata, café em pó e tomate. As quedas mais expressivas entre julho e agosto ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%), Salvador (-3,30%), Porto Velho (-2,93%), Recife (-2,62%), Goiânia (-2,51%) e Belém (-2,07%). As únicas altas foram registradas em Maceió (1,43%) e São Luís (0,78%). São Paulo permaneceu com a cesta básica mais cara do País, a R$ 900,59, mesmo após recuo de 1,58% no mês.
Na sequência ficaram Cuiabá, com R$ 851,57, Rio de Janeiro, com R$ 851,19, e Florianópolis, com R$ 850,90. No Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89). Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, contudo, o custo da cesta básica aumentou em 25 capitais e recuou em apenas duas. As maiores altas no período foram observadas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%). As quedas ocorreram em Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%). O recuo mensal reduziu o esforço necessário do trabalhador para adquirir a cesta básica.
Em agosto, o tempo médio de trabalho necessário para comprar os produtos foi de 98 horas e 37 minutos, ante 100 horas e 24 minutos em julho. Em média, a aquisição da cesta comprometeu 48,46% do salário-mínimo líquido. Considerando o maior custo registrado entre as capitais, o Dieese estimou em R$ 7.565,86 o salário-mínimo necessário para atender às despesas previstas na metodologia da entidade. O valor corresponde a 4,67 vezes o salário-mínimo vigente de R$ 1.621,00. O comportamento de agosto indica alívio pontual no custo da alimentação básica, favorecido pela redução de preços de produtos relevantes na composição da cesta. Entretanto, a alta acumulada em 25 capitais na comparação anual mostra que o custo da alimentação permanece acima dos níveis registrados no mesmo mês de 2025 na maior parte do País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.