01/Sep/2026
Segundo o Itaú BBA, a alta recente dos preços do arroz indica que o mercado começa a incorporar as perspectivas para a safra 2026/27, que apontam para nova redução da produção brasileira e menor disponibilidade regional no Mercosul. Nesse cenário, os compradores passaram a atuar de forma mais ativa, contribuindo para a recuperação das cotações. Entre 1º de julho e 13 de agosto, os preços do arroz avançaram 22% no Rio Grande do Sul, de R$ 60,33 por saco de 50 Kg para R$ 73,60 por saco de 50 Kg. A valorização ocorre em um ambiente de redução gradual da oferta disponível, com estoques mais enxutos, maior retenção de volumes pelos produtores e necessidade de reposição por parte da indústria beneficiadora. As exportações também contribuem para reduzir os excedentes no mercado doméstico.
Embora os embarques tenham recuado em julho, o volume acumulado desde janeiro alcançou 1,2 milhão de toneladas, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A valorização do dólar aumentou a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional e proporcionou suporte adicional aos preços internos. O Itaú BBA também destaca a influência do El Niño, que elevou a percepção de risco sobre a oferta futura e contribuiu para sustentar as cotações. A atenção do mercado se concentra cada vez mais na próxima safra, diante da expectativa de redução da produção e queda significativa dos estoques de passagem. Esses fatores tendem a tornar os fundamentos do mercado mais favoráveis ao longo da safra 2026/27. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.