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28/Aug/2026

Supermercados: consumo nos lares sobe em julho

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o consumo das famílias brasileiras cresceu 3,28% em julho ante um ano antes. Em relação a junho, o indicador avançou 3,01%. Os dados são deflacionados pelo IPCA e consideram todos os formatos de supermercados. Entre janeiro e julho, o consumo nos lares avançou 2,67%, praticamente em linha com a alta de 2,66% registrada em igual intervalo do ano anterior. Em 2025, o consumo apresentou trajetória de crescimento gradual, enquanto em 2026 começou em ritmo mais moderado, ganhou força entre março e maio, desacelerou em junho e voltou a acelerar em julho.

O avanço registrado em julho ocorreu em um ambiente de menor pressão sobre os preços dos alimentos. No IPCA, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67% no mês, enquanto a alimentação no domicílio apresentou queda de 1,14%. As férias escolares também contribuíram para o resultado, com maior número de refeições realizadas dentro de casa. Além da sustentação proporcionada pelo mercado de trabalho, a Abras identifica a entrada de recursos extraordinários na economia ao longo do mês como fator de suporte ao consumo. O pagamento do abono salarial PIS/Pasep movimentou cerca de R$ 5,4 bilhões, enquanto o Bolsa Família transferiu aproximadamente R$ 13 bilhões.

Também foram disponibilizados para consumo no início de julho R$ 16 bilhões referentes a restituições do Imposto de Renda pagas no fim de junho. Dados da NielsenIQ apontam mudança na composição das compras. A participação dos produtos de maior preço passou de 12,5% em julho de 2025 para 13,4% em julho de 2026. No mesmo período, os itens de menor preço avançaram de 54,6% para 55,3%, enquanto a faixa intermediária recuou de 32,9% para 31,3%. O movimento indica manutenção da atenção dos consumidores aos preços, sem migração generalizada para produtos mais caros e com uma composição mais seletiva da cesta. Os maiores avanços na participação dos produtos de preço mais elevado ocorreram em mercearia e perecíveis industrializados, ambos com ganho de 2,8%.

O AbrasMercado, indicador que acompanha uma cesta de 35 produtos de largo consumo, caiu 1,24% em julho ante junho. Com isso, o valor médio da cesta recuou de R$ 852,54 para R$ 841,95. No acumulado de janeiro a julho, entretanto, os preços ainda registram alta de 5,20%. Entre os produtos básicos, os preços recuaram em julho para o açúcar refinado (-3,41%), café torrado e moído (-2,45%) e feijão (-2,17%), entre outros. O leite longa vida, por outro lado, registrou alta de 2,47%. Na cesta composta por 12 produtos básicos, o valor médio nacional recuou 0,27% em julho ante junho, para R$ 356,43. No acumulado de janeiro a julho, porém, a cesta ainda registra alta de 4,71%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.