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17/Aug/2026

Preços mundiais do arroz estão firmes em agosto

Em julho, os preços mundiais do arroz registraram alta média de 1%, com movimentos distintos entre as principais origens exportadoras. Os aumentos foram mais acentuados na Índia, no Paquistão e no Vietnã, enquanto os preços da Tailândia recuaram 4%, pressionados pela baixa demanda, especialmente no Oriente Médio, e pela desvalorização do baht. Apesar da queda, o arroz tailandês permanece entre os mais caros do mercado, com expectativa de novas reduções nas próximas semanas. Nos Estados Unidos, os preços de exportação recuaram em julho, mas apresentaram tendência de alta no início de agosto, antes da entrada da nova safra, que deverá ser menor. No Mercosul, o comportamento foi misto, com leve queda dos preços no Uruguai e maior firmeza na Argentina e no Brasil. De forma geral, a perspectiva para os preços internacionais é de estabilidade, uma vez que, apesar da possibilidade de queda de 1,8% na produção mundial em razão do El Niño, a disponibilidade para exportação permanece suficiente devido aos estoques elevados, especialmente na Índia e na China.

Na Índia, os preços do arroz avançaram 4% em julho, sustentados pela forte demanda africana e pela competitividade dos preços do país. As exportações de arroz não basmati aumentaram 10% ante igual período do ano anterior, enquanto as vendas externas de arroz basmati recuaram 5%, afetadas pelas perturbações comerciais provocadas pelos conflitos nos países do Golfo. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações indianas são estimadas em 12,27 milhões de toneladas, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em julho, o arroz branco indiano 5% registrou preço médio de US$ 359,00 por tonelada FOB, ante US$ 347,00 por tonelada em junho. O arroz parboilizado avançou para US$ 356,00 por tonelada, de US$ 338,00 por tonelada anteriormente.

Na Tailândia, os preços recuaram 4% em julho, mas continuam entre os mais elevados do mercado. As exportações diminuíram, principalmente para os países do Golfo, movimento parcialmente compensado pelo aumento das vendas para a África Austral. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações tailandesas registraram queda de 12% ante igual período do ano anterior. Em julho, o arroz tailandês 100% B foi cotado a US$ 465,00 por tonelada, ante US$ 478,00 por tonelada em junho. O arroz parboilizado caiu para US$ 464,00 por tonelada de US$ 470,00 por tonelada, enquanto o arroz quebrado A1 Super recuou para US$ 395,00 por tonelada ante US$ 413,00 por tonelada. Em agosto, os preços permanecem estáveis.

No Vietnã, os preços de exportação subiram 3% em julho, sustentados pela forte demanda dos países asiáticos, responsáveis por 80% das exportações vietnamitas. As Filipinas continuam como principal mercado, respondendo por quase 50% das vendas externas e registrando aumento de 15% nas compras ante igual período do ano anterior. Em julho, o arroz Viet 5% foi cotado a US$ 424,00 por tonelada, ante US$ 413,00 por tonelada anteriormente, enquanto o Viet 25% avançou para US$ 388,00 por tonelada ante US$ 385,00 por tonelada. Em agosto, os preços permanecem firmes.

No Paquistão, os preços voltaram a subir de forma significativa em julho, cerca de 5%, devido à forte demanda externa, especialmente do Irã e das Filipinas, em um cenário de oferta mais limitada. As exportações paquistanesas apresentam atraso de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em julho, o Pak 5% foi cotado a US$ 409,00 por tonelada, ante US$ 389,00 por tonelada em junho. Em agosto, os preços permanecem estáveis.

Nos Estados Unidos, os preços do arroz recuaram 0,4% em julho, em um mercado ativo e com estoques considerados satisfatórios. Em julho, as exportações teriam alcançado 277 mil toneladas em base beneficiado, ante 273 mil toneladas em junho, indicando leve crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. O México é atualmente o principal destino, com 21% das exportações norte-americanas, seguido por Japão, com 20%, e Haiti, com 11%. Em julho, o preço indicativo do arroz Long Grain 2/4 nos Estados Unidos registrou média de US$ 535,00 por tonelada, ante US$ 537,00 por tonelada em junho. Em agosto, o preço apresenta tendência de alta, alcançando US$ 570,00 por tonelada.

No Mercosul, os preços de exportação apresentaram tendências distintas entre as origens em julho. Os preços argentinos e brasileiros avançaram, enquanto os uruguaios registraram leve queda. O El Niño e a possibilidade de redução dos rendimentos podem influenciar as decisões de plantio para as safras 2027/2028. No Brasil, o preço indicativo do arroz em casca subiu 8% em julho, para US$ 251,00 por tonelada, ante US$ 231,00 por tonelada em junho. Em agosto, o preço permanece firme, em US$ 277,00 por tonelada. Fonte: Informativo Mensal do Mercado Mundial de Arroz - CIRAD. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.