11/Aug/2026
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o custo da cesta básica recuou em julho em 26 das 27 capitais brasileiras, na comparação com junho, favorecido pela queda de preços de itens como batata, tomate e café em pó, A única alta foi registrada em São Luís (MA), de 0,30%. As quedas mais expressivas ocorreram em Natal (RN), de 7,95%; Maceió (AL), de 7,87%; Belo Horizonte (MG), de 7,44%; Palmas (TO), de 7,38%; Rio de Janeiro (RJ), de 7,12%; e Brasília (DF), de 6,71%. São Paulo (SP) permaneceu como a capital com a cesta básica mais cara do País, a R$ 915,01, após recuo de 5,23% no mês. Na sequência ficaram Cuiabá (MT), com R$ 881,27; Florianópolis (SC), com R$ 860,73; e Rio de Janeiro (RJ), com R$ 855,37.
Nas Regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (SE), de R$ 594,07; Maceió (AL), de R$ 618,60; Natal (RN), de R$ 631,51; e João Pessoa (PB), de R$ 644,04. Na comparação com julho de 2025, o custo da cesta básica aumentou em 22 capitais e recuou em cinco. As altas variaram de 0,74%, em Recife (PE), a 8,33%, em Cuiabá (MT). As quedas mais expressivas ocorreram em Natal (RN), de 2,26%; Brasília (DF), de 1,46%; e São Luís (MA), de 1,18%. No acumulado de janeiro a julho de 2026, todas as 27 capitais registraram aumento no custo da cesta básica. As variações ficaram entre 4,28%, em Campo Grande (MS), e 15,68%, em Porto Velho (RO).
A redução observada em julho também diminuiu o esforço necessário para a aquisição da cesta básica. O trabalhador precisou, em média, de 100 horas e 24 minutos para comprar os itens, abaixo das 105 horas e 51 minutos registradas em junho. O custo médio comprometeu 49,34% do salário-mínimo líquido. Com base no valor da cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese estimou que o salário-mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família deveria ter sido de R$ 7.687,01 em julho, equivalente a 4,74 vezes o salário-mínimo vigente de R$ 1.621,00. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.