ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

27/Jul/2026

Consumidor brasileiro diversifica canais de compras

De acordo com a 5ª edição do Ranking de Preferência do Consumidor (RPI) 2026, elaborado pela consultoria Dunnhumby, com base em entrevistas realizadas entre fevereiro e abril de 2026 com mais de 10 mil consumidores em todo o País, as famílias brasileiras estimam gasto médio mensal de R$ 1.073,98 com compras de varejo alimentar e têm ampliado a diversificação dos canais de compra para equilibrar o orçamento. Cada consumidor frequenta, em média, 3,6 redes varejistas por mês. Os supermercados tradicionais permanecem como o principal canal de abastecimento, utilizados por 74% dos entrevistados, enquanto o atacarejo é frequentado por 63% dos consumidores, impulsionado pela busca de preços mais competitivos. O estudo indica que a necessidade de administrar o orçamento é mais intensa entre as famílias de menor renda. Do total de entrevistados, 42% possuem renda familiar mensal de até R$ 3.499,00.

Nesse contexto, a inflação dos alimentos continua influenciando o comportamento de compra, estimulando a busca por promoções, descontos e programas oferecidos por aplicativos das redes varejistas. Entre os exemplos citados pela consultoria está o feijão carioca, que acumula valorização próxima de 53% no ano, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A elevação dos preços dos alimentos tem levado os consumidores a distribuir suas compras entre diferentes estabelecimentos em busca de melhores condições de preço. O levantamento também aponta crescimento da participação do comércio local, formado por feiras, hortifrútis, açougues e padarias de bairro. Segundo a pesquisa, 45% dos consumidores afirmaram aumentar os gastos nesses estabelecimentos em comparação com o ano anterior. O segmento concentra 73% das compras de frutas, legumes e verduras e 56% das aquisições de carnes, consolidando sua relevância no abastecimento de produtos perecíveis.

A pesquisa mostra ainda que cada formato de varejo passou a desempenhar funções específicas no abastecimento das famílias. Os atacarejos concentram a maior participação nas compras de categorias de maior volume, como mercearia e produtos de limpeza, ambos com 66% da preferência dos consumidores. Os supermercados tradicionais mantêm maior participação em itens de conveniência e consumo cotidiano, destacando-se o setor de padaria, com 55% das compras. Os varejistas exclusivamente digitais ampliam sua presença principalmente nas categorias de não alimentos, liderando a preferência de 62% dos consumidores para produtos como roupas e eletrônicos. Embora o preço permaneça como principal fator de atração dos consumidores, a fidelização depende também de outros diferenciais competitivos, como amplitude do sortimento, desenvolvimento de marcas próprias e disponibilidade de produtos, fatores considerados relevantes para retenção dos clientes em um ambiente de maior sensibilidade ao custo das compras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.