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02/Jul/2026

Plano Safra mantém preocupação dos arrozeiros

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avaliou que o Plano Safra 2026/27 ficou aquém das necessidades da agricultura empresarial, apesar da ampliação de R$ 9 bilhões nos recursos destinados ao segmento. A entidade considera que as taxas de juros permanecem elevadas, os recursos para custeio são insuficientes e ainda existem incertezas quanto ao efetivo acesso dos produtores ao crédito rural. A taxa máxima de juros de 12,5% ao ano para a agricultura empresarial ficou acima da expectativa do setor, que defendia financiamentos com juros inferiores a dois dígitos.

A entidade também considera necessário conhecer os detalhes da operacionalização dos recursos e da execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado estratégico para a atividade. O Plano Safra 2026/27 destina R$ 384,9 bilhões para operações de custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimentos. Em relação ao ciclo anterior, os recursos para custeio e comercialização foram reduzidos em R$ 29,8 bilhões, enquanto os destinados aos investimentos aumentaram R$ 38,7 bilhões. A entidade também manifestou preocupação com a capacidade das instituições financeiras de captar recursos suficientes para atender à demanda por crédito em um ambiente econômico mais restritivo.

A disponibilidade efetiva dos recursos será determinante para o desempenho do financiamento rural ao longo da safra. Outro ponto considerado prioritário é a renegociação das dívidas rurais. A definição de mecanismos para reestruturação do endividamento será essencial para permitir que parte dos produtores de arroz atenda às exigências de crédito e consiga acessar as linhas de financiamento disponibilizadas no Plano Safra 2026/27. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.