12/Jun/2026
O custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras em maio na comparação com abril, impulsionado principalmente pelas altas dos preços da batata, tomate, carne bovina e feijão. Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As maiores elevações mensais ocorreram em Recife (PE), com avanço de 8,05%, seguida por Florianópolis (SC), com alta de 7,81%, Fortaleza (CE), com 7,48%, e Porto Alegre (S), com 7,24%. O movimento reforça a pressão exercida pelos alimentos sobre o custo de vida das famílias brasileiras. São Paulo (SP) manteve a posição de capital com a cesta básica mais cara do País, alcançando R$ 952,20 após valorização de 5,08% no período. Em seguida aparecem Cuiabá (MT), com R$ 925,49, Rio de Janeiro (RJ), com R$ 914,48, e Florianópolis (SC), com R$ 913,43.
Nas Regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta apresenta diferenças metodológicas, os menores custos foram observados em São Luís (MA), com R$ 651,15, e Aracaju (SE), com R$ 652,73. Na comparação com maio de 2025, praticamente todas as capitais registraram aumento no custo da cesta básica. As variações oscilaram entre 0,79% em Boa Vista (RR) e 14,29% em Recife (PE). A única exceção foi São Luís (MA), que apresentou redução de 2,52% no período. No acumulado de 2026, todas as capitais registraram elevação dos preços dos alimentos que compõem a cesta básica. As altas variaram de 3,45% em São Luís a 21,94% em Recife, evidenciando a persistência das pressões inflacionárias no segmento alimentar ao longo do ano. O avanço dos preços também ampliou o comprometimento da renda dos trabalhadores.
Em maio, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica passou para 105 horas e 50 minutos de trabalho, acima das 100 horas e 52 minutos registradas no mês anterior. Em média, a aquisição dos itens consumiu 52,01% do salário-mínimo líquido. Com base no custo da cesta mais cara do País e considerando os parâmetros constitucionais para atendimento das necessidades básicas de uma família, o Dieese estimou que o salário-mínimo necessário em maio deveria ter alcançado R$ 7.999,44, equivalente a 4,93 vezes o salário-mínimo oficial de R$ 1.621,00. Os resultados reforçam o impacto da inflação dos alimentos sobre o poder de compra das famílias e mantêm o mercado atento ao comportamento das principais commodities agrícolas e pecuárias, que seguem influenciando a formação dos preços ao consumidor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.