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09/Apr/2026

Cesta básica: preços sobem em todas as capitais

Segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo da cesta básica registrou alta em todas as 27 capitais brasileiras entre fevereiro e março de 2026, evidenciando pressão disseminada sobre os preços dos alimentos essenciais. As maiores elevações mensais foram observadas em capitais das Regiões Norte e Nordeste, com destaque para Manaus, Salvador, Recife, Maceió e Belo Horizonte, refletindo aumentos expressivos nos preços de itens básicos. Entre as capitais, São Paulo apresentou o maior custo médio da cesta básica, de R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro, Cuiabá e Florianópolis. Por outro lado, os menores valores foram registrados em Aracaju, Porto Velho, São Luís e Rio Branco, em função de diferenças na composição da cesta nessas regiões.

Na comparação anual, houve predominância de altas nos preços em parte das capitais analisadas, embora algumas cidades tenham registrado recuo no período. Com base no custo da cesta mais cara, o salário-mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas foi estimado em R$ 7.425,99 em março, equivalente a 4,58 vezes o salário-mínimo vigente. Entre os principais itens, a batata apresentou alta em todas as capitais do Centro-Sul, influenciada por problemas na colheita causados por chuvas, que reduziram a oferta. O feijão também registrou aumento generalizado, tanto na variedade preta quanto na carioca, refletindo restrições de oferta associadas a dificuldades na colheita, redução de área e perspectiva de menor produção.

O tomate apresentou forte elevação em todas as capitais, impulsionado pela menor disponibilidade e perdas na produção decorrentes de condições climáticas adversas. A carne bovina de primeira teve aumento na maioria das cidades, sustentada pela demanda aquecida, crescimento das exportações e oferta mais restrita de animais para reposição. O leite integral também registrou alta em grande parte das capitais, influenciado pela menor oferta no campo durante a entressafra e pela demanda consistente. Em sentido oposto, o açúcar apresentou queda na maior parte das cidades, refletindo a expectativa de maior oferta global, impulsionada pela produção no Brasil e em outros países relevantes. O cenário reforça a pressão inflacionária sobre os alimentos, com impactos diretos sobre o custo de vida das famílias e maior sensibilidade às condições climáticas e à dinâmica de oferta e demanda. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.