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06/Feb/2026

Câmara setorial buscará saídas para crise do arroz

Os orizicultores que participarem da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas terão acesso a uma reunião aberta da Câmara Setorial do Arroz, programada para o terceiro dia do evento. O encontro ocorrerá entre 24 e 26 de fevereiro de 2026, na sede da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), reunindo representantes do setor produtivo, da indústria, da pesquisa e do governo federal.

A pauta da reunião será centrada nos principais desafios enfrentados pela cadeia orizícola, com foco na crise econômica do setor, nas políticas públicas em discussão e nos encaminhamentos possíveis para o atual cenário da produção nacional de arroz. Entre os temas prioritários está a discussão sobre o preço mínimo do cereal e os custos de produção utilizados como referência oficial.

Produtores vêm questionando, há pelo menos dois anos, a metodologia empregada nos levantamentos de custos de produção. A avaliação do setor é de que existem falhas tanto na coleta quanto na interpretação das informações, o que resultaria em números imprecisos e em uma leitura distorcida da realidade econômica enfrentada pelos orizicultores, afetando decisões de política pública.

Outro eixo considerado estratégico é a proposta de construção de um estudo de longo prazo para a orizicultura brasileira, com horizonte de até 30 anos. A iniciativa busca oferecer uma visão estrutural do setor, indo além das questões conjunturais, e poderá ser aprofundada em encontros específicos ao longo do ano.

O estudo pretende abranger aspectos agronômicos, como definição de cultivares e posicionamento do Brasil entre diferentes tipos de arroz, incluindo variedades tradicionais e especiais, além de tendências globais de consumo. Também devem ser analisadas novas aplicações do cereal, como alimento funcional, uso industrial, insumo para cosméticos, fonte de proteína, amido e potencial energético.

A proposta é que o trabalho seja construído de forma integrada por toda a cadeia produtiva, envolvendo produtores, indústria, varejo, pesquisadores e representantes de todos os estados produtores. O foco permanece no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, onde a orizicultura exerce papel central na economia e na organização social, especialmente na metade sul do Estado.

A expectativa é que a construção de uma agenda estratégica de longo prazo contribua para ampliar a previsibilidade do setor e reduzir a recorrência de crises, criando bases mais sólidas para a sustentabilidade econômica da produção de arroz no Brasil.

Fonte: Embrapa Clima Temperado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.