ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

16/Jan/2026

Camil Alimentos: desafio com preço baixo do arroz

Os preços do arroz no mercado brasileiro devem seguir baixos, o que impõe um desafio para a Camil: elevar as margens Ebitda na categoria. É o que avalia o diretor presidente da Camil, Luciano Quartiero. "Quando temos preços menores de matéria-prima, a nossa margem percentual bruta aumenta. Então, esperamos ter margens percentuais de Ebitda maiores da categoria de arroz no próximo ano", explica o executivo. Segundo Quartiero, havia uma expectativa de que os preços do arroz já tivessem atingido o piso no trimestre fiscal anterior.

"Os valores estavam em torno de R$ 60,00 por saco de 50 Kg e agora caíram um pouco mais, ficando entre R$ 53,00 ou R$ 54,00 por saco de 50 Kg. São patamares baixíssimos de preço. O produtor não remunera e tem prejuízo." O executivo acrescenta que a questão agora se volta para os números da safra atual. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de arroz deve ficar abaixo do nível da temporada passada, em torno de 11,06 milhões de toneladas. "A Conab fala em área menor de plantio, menor investimento em tecnologia e o clima ainda pode afetar a produtividade. Nós estimamos que a safra será menor, entre 10% e 15%, a menos que haja mais eventos climáticos", pontua Quartiero.

Ele avalia ainda que as produtividades dos países que já começaram a colher estão menores. "Isso é um bom sinal, mas ainda não melhora o grau de assertividade do quão menor que vai ser a próxima safra." Segundo Quartiero, caso os preços do arroz não se recuperem no segundo trimestre do ano, a redução de área para os anos seguintes vai ser maior. "O nosso quarto trimestre em grãos, historicamente, é o mais desafiador em função da sazonalidade, quando temos menores volumes e margens por causa da pré-colheita", explica. "Ou seja, além do desafio sazonal, teremos o fator adicional dos preços baixos." Fonte: Broadcast Agro.