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07/Jan/2026

RS: Venezuela é um relevante importador de arroz

A Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul) alertou que o caso do arroz merece "especial atenção" diante da escalada da crise na Venezuela com o ataque dos Estados Unidos e captura de Nicolás Maduro. O país é o segundo principal destino para o arroz do Estado. No ano passado, o Rio Grande do Sul exportou US$ 390 milhões em arroz, sendo US$ 50 milhões (13%) para a Venezuela. Quanto ao volume, é destino de 1,06 milhão de toneladas (16%). Cabe ressaltar que isto não é algo recente, a Venezuela é, historicamente, um dos principais destinos das exportações de arroz do Rio Grande do Sul. No ano passado, no acumulado até novembro, as exportações do agronegócio estadual para a Venezuela somaram US$ 85 milhões com 186 mil toneladas, 0,6% do total comercializado pelo Estado em valor e 0,9% do total em volume, com o país ocupando a 30ª posição no ranking de destinos do agronegócio.

Pode-se destacar quatro produtos que, ou já tiveram comércio mais expressivo de exportações para a Venezuela, como fumo e seus produtos, carne de frango e outras preparações alimentícias a base de cereais, ou que ainda hoje têm relevância, como o caso do arroz. Para a Farsul, a geopolítica, novamente, poderá afetar o agronegócio brasileiro e estadual. Como o agronegócio é o setor da economia brasileira mais conectado ao mundo, é natural que instabilidades internacionais causem impactos reais nas produções. No período de governo de Maduro, de 2013 a 2025, houve queda de 13% no valor e 4% no volume exportado de produtos agropecuários pelo Brasil à Venezuela. O histórico de negócios com a Venezuela, entre 1997 e 2025, mostra que cada sucessiva mudança de governo na Venezuela diminuiu o valor e o volume das exportações brasileiras para o País.

Em 2025, a Venezuela respondeu por 0,4% no volume e no valor exportado pelo Brasil. A Farsul alerta, ainda, para a possibilidade de impactos na produção de fertilizantes, cujos preços são influenciados pelo comportamento do petróleo. A Venezuela é o 16º fornecedor de fertilizantes para a agricultura brasileira, o que não deve provocar choque na oferta do insumo, mas pode elevar os custos do produto. Apesar de estar apenas no começo desta crise, que pode ser curta ou longa, não parece que esta será uma área que trará choques para o agronegócio. Por outro lado, é importante manter atenção aos desenrolares na esfera de energia, especificamente no petróleo, insumo fundamental para várias etapas da produção e logística dos negócios. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.