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05/Jan/2026

Preço do arroz abre 2026 no menor nível desde 2011

O mercado brasileiro de arroz atravessou um ano de 2025 marcado por desafios significativos, em decorrência da combinação de uma supersafra nacional, aumento da oferta global e enfraquecimento tanto da demanda interna quanto da externa. Esse conjunto de fatores resultou em forte pressão baixista sobre os preços do arroz em casca, que atingiram os níveis mais baixos em termos reais desde 2011.

A temporada 2024/25 foi fortemente influenciada pelo cenário de preços recordes observado no ano anterior, que proporcionou uma das maiores rentabilidades já registradas para os produtores. Esse ambiente favorável estimulou uma expansão moderada da área cultivada e um aumento dos investimentos nas lavouras. Além disso, as condições climáticas se mostraram amplamente favoráveis desde o início da semeadura, permitindo expressiva recuperação da produtividade nas principais regiões produtoras do País.

Como resultado, a produção nacional de arroz na safra 2024/25 foi estimada em 12,76 milhões de toneladas, representando crescimento de 20,6% em relação à safra anterior. O forte avanço da oferta interna, entretanto, não foi acompanhado por igual crescimento da demanda, o que contribuiu para o desequilíbrio do mercado ao longo de 2025.

Os preços do arroz em casca apresentaram quedas sucessivas durante o ano, refletindo as dificuldades enfrentadas pela indústria no escoamento do produto beneficiado e o comportamento cauteloso do varejo, que reduziu as compras diante da resistência do consumidor final e da trajetória descendente dos preços ao longo da cadeia produtiva. A média anual dos preços em 2025 foi de R$ 71,84 por saca de 50 quilos, recuo de 53,2% em relação à média observada em 2024.

Em termos reais, descontada a inflação, os valores recuaram ao menor patamar desde meados de 2011, evidenciando o impacto da combinação entre oferta elevada e demanda enfraquecida. Esse cenário reforça a percepção de que, apesar do bom desempenho produtivo, o setor orizícola enfrentou severas restrições de margem ao longo de 2025, impondo a necessidade de ajustes estratégicos para as próximas safras, tanto no planejamento de área quanto na gestão comercial e financeira. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.