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15/Jul/2024

Camil Alimentos: resultados do 1º trimestre fiscal

A Camil Alimentos obteve lucro líquido de R$ 78,5 milhões no primeiro trimestre do ano fiscal 2024, encerrado em maio. O resultado representa alta de 22,6% ante igual período do ano passado, quando a empresa registrou lucro de R$ 64 milhões. A companhia atua em arroz, feijão, café, açúcar, massas, pescados e biscoitos. A receita líquida cresceu 9,3% na mesma comparação, de R$ 2,654 bilhões para R$ 2,897 bilhões. No segmento alimentício Brasil, a receita subiu 9,9%, para R$ 2,188 bilhões. O segmento alimentício internacional teve receita líquida de R$ 712 milhões no primeiro trimestre fiscal, 7,3% maior na comparação anual. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 28,2%, de R$ 198,5 milhões para R$ 254,5 milhões. A margem Ebitda subiu 1,3%, para 8,8%. A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) terminou o primeiro trimestre fiscal de 2024 em 3,3 vezes, ante 3,5 vezes em igual período do ano fiscal anterior.

No período, a companhia investiu (Capex) R$ 62,9 milhões, 34,1% a menos do que no primeiro trimestre fiscal de 2023. A Camil Alimentos comercializou no primeiro trimestre fiscal de 2024, encerrado em maio, volume total de produtos 4,6% inferior ao de igual período do ano passado. Foram 522,7 mil toneladas contra 547,9 mil toneladas do primeiro trimestre fiscal de 2023. A queda foi puxada sobretudo pelo recuo de 17,5% no volume comercializado no segmento internacional, de 135,1 mil toneladas. No Brasil, o volume comercializado pela empresa aumentou 0,9% na comparação anual do primeiro trimestre, para 387,7 mil toneladas. No Brasil, que representou 74,2% do volume comercializado pela Camil, o volume de vendas do segmento de alto giro (87,4% do total), formado por arroz, feijão e açúcar, foi 0,3% maior, de 338,8 mil toneladas. O volume vendido na divisão de alto valor (12,6% do total), formado por pescados, massas, café e biscoitos, aumentou 5,8%, para 48,9 mil toneladas.

O preço líquido do segmento de alto giro no Brasil avançou 16,5%, para R$ 4,53 por Kg, enquanto o preço líquido médio do segmento de alto valor cresceu 0,1%, para R$ 11,81 por Kg. No mercado internacional, que representou 25,8% do total comercializado pela companhia no trimestre, apesar da queda de 17,5% no volume houve aumento de 30,5% no preço líquido, para R$ 5,54 por Kg no primeiro trimestre de 2024. Os resultados da Camil Alimentos no primeiro trimestre fiscal de 2024 demonstram que a empresa tem tido uma preocupação em ter uma recuperação dos resultados e da rentabilidade. A empresa teve 8,8% de margem Ebitda comparada a 7,5% no ano passado. Desde o ano passado, a empresa vem perseguindo alcançar a média histórica de margem Ebitda de 10%. A Camil mantém a expectativa de uma recuperação gradual da rentabilidade e de uma demanda mais estável, levando em conta expectativas positivas para segmentos importantes para a companhia, como grãos e vendas externas, com demanda firme no Uruguai e no Chile, um cenário de recuperação no Peru e de estabilidade no Equador.

Além disso, o primeiro semestre tende a ter um desempenho mais positivo do que o segundo. No mercado doméstico, a maior preocupação é o segmento de adoçados. É basicamente o açúcar refinado, em que a empresa está operando com um nível de competitividade e de rentabilidade mais difícil e não vemos um sinal claro de melhoria. No contexto geral, apesar da previsão de um ano difícil, com o tema do varejo ainda bastante apertado, a Camil tem uma expectativa de um ano bom do ponto de vista do resultado. A perspectiva é de continuidade dos preços firmes no mercado internacional de açúcar, e sem mudanças na dinâmica de mercado interna. Usualmente, nos mercados em que atua, o repasse de preços acaba sendo natural. E ele é uma característica da indústria, tanto na parte de grãos quanto na parte de açúcar, café e massas, por conta do nível de rentabilidade. Então, toda vez que tem um ajuste de preços para cima, ele acaba afetando a rentabilidade da indústria e acaba sendo necessário fazer o repasse.

A Camil trabalha com a perspectiva de alcançar margem acima dos 10% no longo prazo. Este era o patamar da companhia antes da realização do seu IPO. A expectativa é de recuperação, com a crença de que a margem pode superar os patamares históricos após ajustes. Com um desempenho abaixo do esperado em categorias como açúcar, café e biscoitos, a Camil está focada em reduzir custos industriais para melhorar sua rentabilidade. A margem normalizada para essas novas categorias, junto com o açúcar normalizado, resultará em margens acima dos patamares históricos que a empresa tinga antes do IPO. Antes do IPO, a margem média era em torno de 10%. A expectativa é de que, em condições normalizadas, a empresa opere acima desse percentual. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.