20/Jun/2024
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avalia que a retirada da Tarifa Externa Comum (TEC) de 12% sobre arroz importado de países de fora do Mercosul, que vigora desde 21 de maio conforme deliberação da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ainda não surtiu efeito na importação do produto. A medida foi adotada pelo Executivo como ação para frear o aumento de preços do cereal no mercado interno. Antes da retirada da TEC vieram 75 mil toneladas de arroz importado. A retirada do imposto de importação foi tomada para combater o ataque especulativo. O ministro afirmou que a retirada da TEC foi uma sugestão do setor produtivo, feita em reunião com a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
De acordo com o ministro, a própria Federarroz sugeriu a realização de um leilão público de 100 mil a 300 mil toneladas. A Federarroz nega a sugestão da compra pública de arroz e pondera que sugeriu a retirada da TEC limitada a uma cota de 100 mil toneladas e não irrestrita, como foi feito pelo governo. A Federarroz disse possuir documentos que comprovam quais foram as sugestões feitas. Fávaro relatou que a retirada da TEC já estava em estudo pelo governo, em reuniões interministeriais no Palácio do Planalto, e que foi antecipada em virtude das enchentes no Rio Grande do Sul. Em janeiro e fevereiro, os preços do arroz estiveram mais altos.
Fávaro defendeu que o governo tem de ser guardião da estabilidade do controle da inflação. O presidente perguntou se precisava de importação e o diagnóstico era que não precisava fazer importação porque estava começando a safra. O ministro Fernando Haddad falava que tinha perspectiva de deflação do preço do arroz, explicou o ministro. Segundo ele, a posição naquele momento foi de ao fim deste ano, se houvesse nova alta de preços do cereal retirar a TEC. Veio a tragédia do Rio Grande do Sul e as medidas foram antecipadas. O Brasil tem vulnerabilidade porque não tem 1 Kg de arroz de estoque para fazer frente a movimentos especulativos. Por isso, a necessidade do leilão para recompor um pouco dos estoques, defendeu Fávaro. Fonte: Broadcast Agro.