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14/Jun/2024

Conab pede que PF e AGU investiguem leilão de arroz

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) solicitou à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Polícia Federal uma investigação sobre todo o processo envolvendo o leilão de compra pública de 263,3 mil toneladas de arroz importado. O leilão em questão, realizado no dia 6 de junho, foi anulado pelo governo federal após suspeitas de irregularidades no certame público e questionamentos quanto à capacidade, à qualificação e à idoneidade das empresas vencedoras. A investigação para apurar eventuais irregularidades no certame público já está aberta na CGU. A Conab afirmou ainda que o presidente da companhia, Edegar Pretto, determinou à Corregedoria-Geral da estatal a imediata abertura de processo de averiguação dos fatos. Estas medidas têm como objetivo garantir a transparência neste processo, bem como prestar contas e dar a tranquilidade que a sociedade brasileira merece.

O cancelamento do leilão para a compra de arroz, realizado pela Conab visa buscar mais segurança jurídica e técnica para uma operação deste porte, pois o objetivo desta medida é garantir o produto mais barato e de qualidade para a população. A Conab, a CGU e a Advocacia-Geral da União (AGU) revisam as normas e procedimentos de leilões da empresa pública A CGU investigará as possíveis irregularidades no leilão. O certame foi anulado por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser revelado que empresas sem experiência na importação do produto, como uma fabricante de sorvete, venceram o processo. A repercussão negativa derrubou Neri Geller da secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Um novo leilão para importar arroz será feito nas próximas semanas.

Geller levou a culpa porque o diretor de Abastecimento da Conab, Thiago dos Santos, responsável pelo leilão, era sua indicação direta. Além disso, a FOCO Corretora de Grãos, principal corretora do leilão, é do empresário Robson Almeida de França. Ele foi assessor parlamentar de Geller na Câmara e é sócio de Marcello Geller, filho do secretário, em outras empresas. O presidente Lula viu impacto de popularidade para o governo. A fragilidade deixada no Ministério da Agricultura pela queda de Neri Geller animou a bancada do agronegócio no Congresso a tentar derrubar o presidente da Conab, Edegar Pretto. A análise entre esses parlamentares é que Geller foi ‘bode expiatório’ do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que precisava dar uma resposta sobre as inconsistências do leilão de arroz. O grupo defende que toda a diretoria da Conab deve ser demitida. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.