07/Jun/2024
O diretor presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, classificou o primeiro leilão de compra pública de arroz importado e beneficiado realizado nesta quinta-feira (06/06) como bem-sucedido. O leilão representa a retomada da política de estoques. A expectativa é ter uma política de estoques públicos arrojada no ano que vem. Desde 1987, o Brasil não tinha uma operação de leilão como a feita nesta quinta-feira (06/06). A Conab adquiriu 263,37 mil toneladas de arroz importado e beneficiado em leilão de compra pública.
A intenção da Conab era comprar 300 mil toneladas do cereal importado ao preço máximo de R$ 5,00 por Kg, ou seja, 88% do volume ofertado foi negociado. Os lotes arrematados pela companhia tiveram preço mínimo de R$ 4,9899 por Kg e máximo de R$ 5,00 por Kg, com média de R$ 4,9982 por Kg. A operação custou R$ 1,316 bilhão. As 36 mil toneladas remanescentes do leilão serão ofertadas em novo edital. A nossa expectativa é concluir essas 300 mil toneladas autorizadas na portaria interministerial. A Conab não trabalha com datas de novos leilões neste momento.
Em 2007, o País possuía 2 milhões de toneladas de arroz estocado em armazéns, o que é próximo de zero hoje. Os estoques ajudam neste momento de preços especulativos e quando o preço do produto está abaixo do Preço Mínimo do custo de produção. A compra do cereal importado será escalonada conforme a necessidade do mercado. O governo federal autorizou, por meio de Medida Provisória, a compra de 1 milhão de toneladas de arroz importado e beneficiado. Houve a necessidade de importação para garantir acesso ao arroz aos trabalhadores brasileiros em virtude do aumento dos preços do produto após as enchentes do Rio Grande do Sul, Estado responsável por 70% da safra nacional.
Se não houver necessidade, não serão realizadas mais compras públicas de arroz. Enquanto houver necessidade de barateamento de preços, o governo vai importar arroz para garantir produto acessível aos consumidores. A necessidade da internalização do arroz deve-se a dois fatores: ao aumento em torno de 14% do preço do produto no varejo, relatada pelos supermercadistas brasileiros, e ao déficit ajustado entre oferta e demanda. O Brasil vai produzir 10,5 milhões de toneladas e consumirá 11 milhões de toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.