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14/Oct/2026

MT: comercialização da safra 2026/27 adiantada

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da pluma de algodão da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 78,74% da produção estimada no fechamento de setembro, avanço de 3,21% em relação a agosto. Apesar do recuo das cotações, os preços permaneceram atrativos aos produtores e favoreceram o avanço dos negócios. O preço médio negociado da pluma ficou em R$ 137,28 por arroba, queda de 1,48% na comparação mensal. O percentual comercializado superou em 8,79% o observado em igual período da temporada anterior, quando 69,95% da produção estava vendida. Entre as regiões do Estado, o centro-sul e o noroeste apresentaram os maiores índices de comercialização, com 85,16% e 85,12%, respectivamente. Para a safra 2026/27, as vendas antecipadas de pluma atingiram 43,38% da produção projetada, aumento mensal de 4,05%. O resultado ficou 10,89% acima dos 32,49% registrados no mesmo período do ciclo anterior.

Os preços também estimularam a fixação antecipada de parte da próxima safra, embora o valor médio negociado tenha recuado 1,31% ante agosto, para R$ 138,64 por arroba. No mercado de caroço de algodão, a comercialização da safra 2025/26 avançou 8,55% em setembro, alcançando 69,14% da produção estimada. O preço médio caiu 0,43%, para R$ 756,80 por tonelada. Para a safra 2026/27, as vendas somaram 12,71% da produção projetada, avanço mensal de 3,73%. O preço médio negociado ficou em R$ 752,55 por tonelada, recuo de 0,96% em relação a agosto. As exportações de pluma de Mato Grosso também avançaram em setembro. Os embarques totalizaram 94,41 mil toneladas, aumento de 52,17% ante agosto e de 18,17% em relação a setembro de 2025. O crescimento está associado à maior disponibilidade da fibra após a colheita e ao avanço do beneficiamento da safra 2025/26, fatores que ampliaram o volume disponível para comercialização externa.

No acumulado de agosto e setembro, as exportações estaduais somaram 156,46 mil toneladas, crescimento de 30,07% na comparação anual. Índia, Bangladesh e Turquia concentraram 52,80% desse volume. A competitividade do algodão brasileiro contribuiu para o avanço dos embarques, embora os compradores tenham mantido uma postura cautelosa nas negociações. O cenário combina avanço da comercialização das safras atual e futura com maior disponibilidade de pluma para exportação. Apesar da redução dos preços médios em setembro, o ritmo das vendas indica que as cotações ainda oferecem condições para a fixação de negócios pelos produtores. A evolução dos preços internacionais, a demanda dos principais países importadores e o ritmo de escoamento da produção deverão influenciar a comercialização nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.