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09/Oct/2026

Brasil eleva exportações de algodão em setembro

Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o Brasil exportou 191,5 mil toneladas de algodão em setembro, alta de 7,1% ante igual mês de 2025. A receita cambial alcançou US$ 332,4 milhões, crescimento de 14,4% na comparação anual. O preço médio da fibra exportada foi de US$ 1,70 por quilo, avanço de 6,8%. No acumulado de julho a setembro, os embarques somaram aproximadamente 453 mil toneladas, alta de 18% ante o mesmo período de 2025. A Índia voltou a liderar os destinos do algodão brasileiro em setembro, absorvendo 25,3% dos embarques. Bangladesh respondeu por 16,4%, seguido por Turquia, com 14,1%; Vietnã, com 10,1%; China, com 8,7%; Indonésia, com 7,7%; Paquistão, com 7,2%; Malásia, com 6,3%; e Egito, com 2,2%.

A distribuição dos embarques entre diferentes mercados reforça a diversificação da pauta de destinos do algodão brasileiro. A presença simultânea em diferentes polos da indústria têxtil reduz a concentração das vendas externas e amplia a capacidade de adaptação do Brasil a mudanças nos fluxos comerciais internacionais. O desempenho acumulado no trimestre oferece uma leitura mais consistente da evolução das exportações. Apesar das oscilações nos embarques mensais, o crescimento de 18% entre julho e setembro indica trajetória positiva, em um mercado no qual a programação das compras e a sazonalidade têm influência relevante sobre os fluxos de comércio.

Em setembro, o algodão respondeu por 0,97% das exportações totais do Brasil e ocupou a 17ª posição no ranking nacional. Considerando apenas o setor agropecuário, a fibra representou 4,75% das vendas externas e ficou na quarta posição entre os produtos exportados. A expansão dos embarques também aumenta a importância da infraestrutura de escoamento para sustentar o crescimento das exportações. Com maior volume destinado ao mercado externo e uma base de compradores distribuída entre diferentes países, a capacidade logística de movimentação e embarque passa a ser um fator relevante para preservar a competitividade do algodão brasileiro nos mercados internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.