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07/Oct/2026

MT: projeção para safra de algodão em 2026/2027

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores de algodão de Mato Grosso devem ampliar a área cultivada na safra 2026/27, estimulados por preços mais atrativos da pluma, mas a expectativa de menor produtividade deve limitar a produção. A projeção para área é de 1,43 milhão de hectares, crescimento de 3,84% ante 2025/26, e produção de 2,73 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,42%. A expansão da área deve se concentrar no algodão de 2ª safra, cuja área é estimada em 1,29 milhão de hectares, alta de 4,43%. Para a 1ª safra, a projeção é de 138,71 mil hectares, recuo de 1,36%. O levantamento realizado junto aos produtores identificou intenção de ampliar o plantio, mas a decisão definitiva dependerá do comportamento dos preços, do andamento da semeadura e da colheita da soja e das condições climáticas durante a implantação das lavouras.

A produtividade de algodão em caroço para 2026/27 é estimada em 310,39 arrobas por hectare, 6,01% abaixo do recorde registrado em 2025/26. A projeção considera condições climáticas menos favoráveis, com possível influência do El Niño, que tende a aumentar a irregularidade das chuvas e afetar tanto o desenvolvimento das lavouras quanto o calendário de implantação. Eventuais atrasos na colheita da soja também poderão postergar o plantio do algodão de 2ª safra, aumentando a exposição de uma parcela das lavouras a períodos de menor disponibilidade hídrica durante fases importantes do ciclo. Nesse cenário, a produção de algodão em caroço é projetada em 6,65 milhões de toneladas, redução de 2,41% em relação a 2025/26. Mesmo com a queda, o volume seria o terceiro maior da série histórica do Imea.

O relatório consolidou ainda os resultados da safra 2025/26 após a conclusão da colheita. A produtividade alcançou 330,25 arrobas por hectare, alta de 2,13% ante a estimativa de setembro e de 4,80% em relação à temporada anterior. As chuvas contribuíram para a formação e o enchimento das maçãs, mas, nas áreas em que os capulhos já estavam abertos, prejudicaram a coloração e o brilho da pluma em algumas regiões. Apesar da produtividade recorde, a produção de algodão em caroço em 2025/26 ficou em 6,81 milhões de toneladas, queda de 6,92% ante 2024/25. O recuo ocorreu em razão da redução de 11,18% da área cultivada, para 1,37 milhão de hectares. A produção de pluma foi estimada em 2,80 milhões de toneladas, redução de 6,75% na comparação anual.

Para 2026/27, as exportações de pluma de Mato Grosso são projetadas em 2,14 milhões de toneladas, crescimento de 2,74%. O consumo das fiações mato-grossenses deve avançar 11,47%, para 44,95 mil toneladas, enquanto os embarques para outros Estados tendem a recuar 0,30%, para 604,61 mil toneladas. A demanda total é estimada em 2,79 milhões de toneladas, alta de 2,19%. Com a combinação de maior demanda e menor produção, os estoques finais de pluma devem recuar 7,19%, para 850,39 mil toneladas. O volume inclui 830,58 mil toneladas que, segundo a projeção do Imea, já estarão comercializadas, mas ainda não terão sido embarcadas ao término do ciclo comercial. Dessa forma, o estoque efetivamente disponível para negociação é estimado em apenas 19,80 mil toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.