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30/Sep/2026

Preços oscilando em intervalo estreito no Brasil

A comercialização de algodão em pluma segue enfraquecida nos últimos dias, com agentes concentrados no cumprimento de contratos a termo, especialmente os destinados à exportação. Nesse cenário, as negociações no mercado spot ocorrem de forma pontual, enquanto os preços oscilam em um intervalo estreito, entre R$ 4,19 e R$ 4,22 por libra-peso. Do lado da demanda, as empresas adquirem a fibra apenas para atender às necessidades imediatas e/ou oferecem valores inferiores, diante do desempenho das vendas de manufaturados. Vendedores, por sua vez, contam com a capitalização decorrente das programações firmadas anteriormente, o que reduz a necessidade de novas vendas no spot. O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em 8 dias, registra recuo de 0,41% nos últimos sete dias, cotado a R$ 4,21 por libra-peso. Na parcial de setembro, o Indicador acumula queda de 3,53%. Ainda assim, até o dia 28 de setembro, a cotação interna ficou, em média, 0,4% acima da paridade de exportação.

De acordo com dados da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), os contratos registrados até o dia 29 de setembro, referentes à safra 2024/25, somam 1,467 milhão de toneladas, volume equivalente a 36% da produção nacional estimada pela Conab. Para a temporada 2025/26, o registro totaliza 1,124 milhão de toneladas, o que corresponde a 27% do total esperado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desse volume, 624,3 mil toneladas são destinadas ao mercado interno, 387,7 mil toneladas, à exportação e 111,8 mil toneladas correspondem a contratos flex. Para a safra 2026/27, a BBM apontava que pelo menos 408 mil toneladas já haviam sido comercializadas, o que equivale a 10% do volume projetado pela Conab. Para a temporada 2027/28, foram registradas apenas 32 mil toneladas. Em Mato Grosso, os últimos dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em 7 de setembro, indicavam que 75,52% da pluma da temporada 2025/26 já havia sido comercializada, percentual superior aos 68,37% registrados no mesmo período do ano anterior e à média de 75,12% das últimas cinco safras.

Para a temporada 2026/27, o ritmo também se mostrava mais acelerado: 39,34% da produção já havia sido negociada, acima dos 27,82% observados na safra 2025/26 e da média de 34,48% das últimas cinco temporadas. Os embarques brasileiros de algodão em pluma ganharam ritmo nesta parcial de setembro/26. Em 18 dias úteis, foram exportadas 166 mil toneladas, volume 55,8% acima do embarcado em agosto/26. Apesar da aceleração, o resultado ainda está 7,3% abaixo do observado em setembro/25. A média diária de embarques alcançou 9,2 mil toneladas, alta de 13,3% em relação às 8,13 mil toneladas por dia registradas no mesmo período do ano passado. A paridade de exportação (FAS) é d e R$ 4,25 por libra-peso (81,61 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 4,26 por libra-peso (81,81 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente.

Na Bolsa de Nova York, os quatro primeiros são influenciados pela baixa no preço do petróleo. Nos últimos sete dias, o contrato Outubro/26 registra recuo de 0,99%; o Dezembro/26, 0,67%; o Março/27, 0,38%; e o Maio/27, 0,23%. Relatório divulgado em 24 de setembro pelo Cotton Outlook projeta a produção mundial de algodão em 25,38 milhões de toneladas na safra 2026/27, volume 1% superior à estimativa de agosto, mas ainda 6,37% inferior à prevista para 2025/26 (27,105 milhões de toneladas). O consumo mundial foi projetado em 26,42 milhões de toneladas para 2026/27, retrações de 0,20% no comparativo mensal e de 0,49% em relação à temporada anterior. Dessa forma, a demanda global deve superar a oferta em cerca de 4%. Com isso, a redução dos estoques mundiais ao final da temporada tende a ser menor do que a estimada anteriormente, embora ainda se espere uma retração.

Para o Brasil, a projeção de produção da safra 2026/27 foi elevada para 4 milhões de toneladas, aumento de 6,67% em relação ao volume estimado no mês anterior. Para a temporada 2025/26, houve revisão positiva de 7,71% entre agosto e setembro, elevando a estimativa para 4,4 milhões de toneladas. Assim, a oferta na safra 2026/27 pode ser 9,09% inferior à da safra 2025/26. O consumo brasileiro, por sua vez, pode avançar 2,08% frente à temporada 2025/26, alcançando 735 mil toneladas em 2026/27. Na China, a estimativa de produção de algodão para 2026/27 foi elevada em setembro para 7,4 milhões de toneladas, mas, ainda assim, com queda de 5,73% em relação à temporada anterior. O consumo foi projetado em 9,1 milhões de toneladas, recuo de 2,17% em relação à mesma comparação. Dessa forma, a demanda doméstica deve permanecer superior à produção, indicando continuidade da necessidade de importações. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.