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23/Sep/2026

Brasil busca diversificar destinos das exportações

O governo federal pretende ampliar os destinos do algodão brasileiro na Ásia, no Oriente Médio e no Norte da África, em um movimento de diversificação dos mercados compradores após a consolidação do Brasil como líder mundial nas exportações da fibra. A estratégia ocorre em um cenário de produção e embarques recordes e integra uma agenda mais ampla de abertura de mercados para o agronegócio brasileiro. Desde o início da atual gestão, o governo contabiliza 693 novas aberturas de mercado para produtos agropecuários e trabalha com a possibilidade de alcançar a marca de 700 ainda em setembro. No caso do algodão, a ampliação dos destinos ganha importância diante do crescimento estrutural da oferta brasileira e da necessidade de diversificar os mercados para absorver o aumento da produção. No ano comercial 2025/26, entre agosto de 2025 e julho de 2026, as exportações brasileiras de algodão atingiram recorde de 3,37 milhões de toneladas, alta de 19% em relação ao período anterior.

A China foi o principal destino, com 770,5 mil toneladas, aproximadamente 23% do total embarcado, seguida por outros importantes mercados asiáticos. A produção também alcançou recorde histórico. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima 4,14 milhões de toneladas de algodão em pluma na temporada 2025/26, aumento de 1,5% em relação à safra anterior. O resultado foi obtido mesmo com redução de 3,2% da área cultivada, enquanto a produtividade avançou 4,9%, para 2.053 quilos de pluma por hectare. O Egito é citado como exemplo do processo de abertura de novos mercados. A negociação para acesso àquele país levou 17 anos e foi concluída em 2023. O mercado egípcio apresenta relevância estratégica por sua tradição e referência internacional na produção de algodão de alta qualidade, enquanto a abertura para a fibra brasileira amplia as possibilidades de diversificação dos destinos das exportações.

A expansão internacional também aumenta a importância dos atributos relacionados à forma de produção. Mais de 85% da produção brasileira de algodão segue protocolos de boas práticas, com certificação e rastreabilidade. Esses mecanismos passam a ter maior relevância comercial à medida que compradores internacionais ampliam as exigências relacionadas à origem, sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade da fibra. Para sustentar o próximo ciclo de expansão da cadeia, permanecem como pontos estratégicos a maior previsibilidade no fornecimento de insumos, a disponibilidade de crédito e seguro rural e o avanço em inovação tecnológica. A combinação entre aumento da produtividade, expansão da produção, diversificação de mercados e comprovação dos padrões de produção tende a ampliar a inserção internacional do algodão brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.