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23/Sep/2026

Índia amplia as importações de algodão brasileiro

As exportações de algodão brasileiro para a Índia cresceram de cerca de 8 mil toneladas há dois anos para mais de 350 mil toneladas no ano comercial 2025/26, alta de mais de 40 vezes no período. O avanço consolidou a Índia como um dos principais exemplos da expansão recente do algodão brasileiro no mercado internacional. Atualmente, mais de um terço do algodão importado pelo país asiático tem origem no Brasil. A Índia reúne elevada produção e consumo de algodão e possui uma das principais indústrias têxteis do mundo. Em fevereiro de 2026, uma missão com participação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil esteve no país para defender melhores condições de acesso ao algodão brasileiro no âmbito das negociações comerciais com o Mercosul.

A expansão das exportações ocorre paralelamente ao avanço da qualidade da fibra produzida no Brasil. Mais de 97% do algodão nacional está dentro dos padrões mais elevados exigidos pela indústria têxtil internacional. A evolução da qualidade acompanha o aumento da produção e amplia a capacidade do Brasil de atender mercados externos com especificações mais rigorosas. O avanço da qualidade também passou a se refletir na participação brasileira em processos internacionais de padronização. Em 2026, o Centro Brasileiro de Referência e Análise do Algodão (CBRA), ligado à Abrapa, passou a fornecer amostras para rodadas internacionais de comparação entre laboratórios do Commercial Standardization of Instrument Testing of Cotton (CSITC), sistema utilizado para padronizar as medições da fibra.

Até então, o fornecimento desse material de referência era realizado exclusivamente pelo Serviço de Marketing Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A participação brasileira colocou o País entre os fornecedores de amostras utilizadas como referência nos testes internacionais de qualidade do algodão. A regularidade da oferta também é apontada como fator de expansão da presença brasileira no mercado externo. O aumento da produção permitiu ao Brasil disponibilizar algodão durante os 12 meses do ano, reduzindo uma preocupação histórica de compradores relacionada à capacidade de abastecimento contínuo. Qualidade, certificação e rastreabilidade complementam os diferenciais da fibra brasileira e ampliam a capacidade do País de disputar mercados internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.