22/Jul/2026
O mercado brasileiro de algodão em pluma permanece com baixa liquidez, refletindo o desacordo entre compradores e vendedores quanto aos preços e, em alguns casos, à qualidade dos lotes ofertados. Ainda assim, a postura firme dos vendedores ativos, sobretudo para lotes de melhor qualidade, aliada à necessidade pontual de aquisição por parte de algumas indústrias, sustenta as cotações, levando o Indicador CEPEA/ESALQ a voltar a superar R$ 4,10 por libra-peso. Na segunda-feira (20/07), porém, parte dos vendedores flexibilizou as ofertas para viabilizar novos negócios e liquidar os estoques remanescentes da safra 2024/25, pressionando os valores. Mas, os preços se mantêm firmes. O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em 8 dias, registra avanço de 0,97% nos últimos sete dias, cotado a R$ 4,08 por libra-peso. Na parcial de julho, porém, o Indicador tem recuo de 1,01%.
Ainda assim, na parcial de julho, a cotação interna permanece, em média, 4% acima da paridade de exportação. Agentes também acompanham os avanços da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26, uma vez que esses processos são fundamentais para o cumprimento dos contratos a termo destinados tanto ao mercado interno quanto ao externo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 17 de julho, a colheita havia atingido 12,8% da área estimada no Brasil, acima dos 8,1% registrados na semana anterior. Apesar do avanço, o percentual ainda é inferior ao observado no mesmo período de 2025 (16,7%) e à média dos últimos cinco anos (14,2%). Em relação ao desenvolvimento das lavouras, 76,9% da área está em fase de maturação, e 10,3%, em formação de maçãs, indicando potencial de aceleração da colheita nas próximas semanas. Pelo lado da demanda, embora agentes ainda relatem ritmo moderado nas vendas de manufaturados, os dados mais recentes do IBGE sinalizam leve reação.
Em maio/26, as vendas no varejo de tecidos, vestuário e calçados permaneceram enfraquecidas, mas avançaram 3,1% frente a abril e 3,5% em relação a maio/25. Ainda assim, no acumulado de 2026, o crescimento é de apenas 0,1%, mas, nos últimos 12 meses, o setor segue com retração de 0,5%. A paridade de exportação (FAS) é de R$ 3,91 por libra-peso (76,82 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 3,92 por libra-peso (77,02 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Na Bolsa de Nova York, os primeiros contratos são pressionados principalmente pelo enfraquecimento da demanda pela fibra norte-americana e pela realização de lucros. Nos últimos sete dias, o contrato Outubro/26 registra recuo de 3,08%; o Dezembro/26, de 1,83%; o Março/27, 3,18%; e o Maio/27, 3,01%. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.