17/Jul/2026
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros e defendeu que eventuais divergências comerciais sejam tratadas por meio do diálogo institucional e dos mecanismos previstos no sistema internacional de comércio. O posicionamento da entidade ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmar a aplicação de tarifas sobre produtos do Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O órgão informou que a lista oficial de produtos atingidos pela medida será publicada nos próximos dias no Federal Register.
Medidas tarifárias dessa natureza ampliam a insegurança no comércio internacional, reduzem a competitividade das empresas e podem afetar decisões de investimento, níveis de produção, empregos e a integração das cadeias produtivas entre os países. Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação comercial construída ao longo de décadas, marcada pela complementaridade entre diferentes setores econômicos e por canais de diálogo institucional. As divergências comerciais devem ser solucionadas por meio de negociações entre os governos, com preservação do fluxo de negócios e dos interesses econômicos de ambos os países.
O atual cenário internacional, caracterizado por maior fragmentação geoeconômica e pelo aumento do uso de instrumentos de política comercial, reforça a necessidade de avanço da agenda brasileira de competitividade. Entre as medidas apontadas pela entidade estão a ampliação de mercados de destino, a diversificação das exportações e o fortalecimento da base industrial nacional para reduzir vulnerabilidades externas. A Abit continuará acompanhando os desdobramentos da decisão norte-americana e permanecerá atuando junto ao governo brasileiro e a entidades empresariais na busca de alternativas para reduzir os impactos das novas tarifas sobre a indústria têxtil e de confecção. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.