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22/Jun/2026

Brasil: revisadas projeções para 2025/26 e 2026/27

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de algodão 2025/26, projetando produção de 4,006 milhões de toneladas, ante 3,955 milhões de toneladas previstas em abril. Caso o volume se confirme, a safra será a segunda maior da história, ficando atrás apenas do recorde de 4,260 milhões de toneladas registrado em 2024/25. A revisão reflete as condições climáticas favoráveis observadas nos últimos meses, especialmente nos Estados de Mato Grosso e Bahia, principais regiões produtoras do País. O cenário permitiu um acréscimo de aproximadamente 51 mil toneladas na projeção de produção. No comércio exterior, a Anea elevou significativamente suas estimativas de embarques.

As exportações do primeiro semestre de 2026 foram revisadas de 1,600 milhão para 1,827 milhão de toneladas, configurando o maior volume já registrado para um primeiro semestre. O desempenho reflete a forte demanda internacional pelo algodão brasileiro e o elevado ritmo de comercialização observado ao longo do período. Para o segundo semestre, a projeção foi ajustada de 1,610 milhão para 1,557 milhão de toneladas. Ainda assim, a estimativa anual de exportações aumentou para 3,359 milhões de toneladas, superando as 3,210 milhões projetadas anteriormente e estabelecendo um novo recorde para o setor. O fortalecimento das exportações também impacta os estoques finais. A estimativa de estoque de passagem para o encerramento de junho de 2026 foi reduzida de 934 mil para 708 mil toneladas. Para dezembro de 2026, a previsão passou de 2,910 milhões para 2,794 milhões de toneladas.

A redução dos estoques evidencia a elevada competitividade do algodão brasileiro nos mercados internacionais e a forte demanda dos países importadores. O desempenho das exportações reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra. Para safra 2026/27, a estimativa de produção foi elevada de 3,870 milhões para 3,960 milhões de toneladas. A expectativa é sustentada por preços considerados mais atrativos para o produtor e por um ambiente de maior estabilidade nos custos dos fertilizantes. Para 2026/2027, a projeção de exportações é de 1,667 milhão de toneladas no primeiro semestre e de 1,563 milhão de toneladas no segundo semestre, indicando a manutenção de um fluxo robusto de embarques e da relevância do Brasil no mercado internacional de algodão. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.