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25/Mar/2026

Preços do algodão sustentados no mercado interno

A elevação da paridade de exportação e a valorização do Índice Cotlook A, que referencia a pluma posta no Extremo Oriente, continuam dando suporte aos preços do algodão no mercado brasileiro. Nesse cenário, os vendedores seguem firmes nos valores indicados, enquanto a maior atratividade externa tem estimulado tradings a adquirir a pluma a preços mais elevados. Algumas indústrias também estão ativas no mercado spot, mas encontram desafios na aprovação de lotes e na conciliação de preços com os vendedores. Outras ainda trabalham com matéria-prima já contratada ou em estoque, focando na venda de produtos manufaturados.

Além disso, agentes acompanham o comportamento dos fretes, que influenciam a viabilidade de novos negócios e a logística de cumprimento dos contratos a termo. No segmento de exportação, há uma melhora no desempenho de novos fechamentos, abrangendo tanto volumes remanescentes da safra 2024/25 quanto negociações antecipadas para as temporadas 2025/26 e 2026/27. O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em 8 dias) registra alta de 1,39% nos últimos sete dias, cotado a R$ 3,70 por libra-peso. No dia 20 de março, o Indicador atingiu R$ 3,74 por libra-peso, seu maior valor nominal desde 5 de setembro de 2025 (R$ 3,78 por libra-peso). Na parcial de março, o Indicador acumula alta de 5,06%. A cotação interna está em média, 4,1% acima da paridade de exportação.

No campo, dados recentes divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, na safra 2025/26, quase 54% das lavouras estão em floração; 28%, em formação de maçãs; e 18,1%, em desenvolvimento vegetativo. A paridade de exportação (FAS) é de R$ 3,55 por libra-peso (67,85 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Santos (SP) e de R$ 3,56 (68,05 centavos de dólar por libra-peso) no Porto de Paranaguá (PR), com base no Índice Cotlook A, referente à pluma posta no Extremo Oriente. Na Bolsa de Nova York, após ganhos expressivos, os contratos futuros diminuíram a força, influenciados pela realização de lucros, pela redução nas vendas semanais nos Estados Unidos e pela queda nos preços do petróleo.

O contrato Maio/26 tem desvalorização de 1,48% nos últimos sete dias, a 67,18 centavos de dólar por libra-peso; o Julho/26 recuou 1,07%, para 69,31 centavos de dólar por libra-peso; o Outubro/2026 tem queda de 0,5%, para 71,31 centavos de dólar por libra-peso; e o Dezembro/26 despencou 0,19%, cotado a 71,84 centavos de dólar por libra-peso. Nos primeiros 15 dias úteis de março, o Brasil exportou 238,29 mil toneladas de algodão. A média diária esteve em 15,89 mil toneladas, 26,2% acima das 12,59 mil toneladas do mesmo período de 2025. Se essa tendência continuar, os embarques podem atingir 349,5 mil toneladas em março, o que seria o maior volume desde dezembro/25 (452,5 mil toneladas).

Na parcial da safra 2025/26 (de agosto/25 até a terceira semana de março/26), os embarques já ultrapassaram 2 milhões de toneladas. Entre agosto/24 e março/25, o Brasil exportou 2,14 milhões de toneladas. Quanto aos preços, a média das exportações está em 69,29 centavos de dólar por libra-peso na parcial de março/26, estável frente a fevereiro, mas 7,9% abaixo de março/25 (75,25 centavos de dólar por libra-peso). Em moeda nacional, a média é de R$ 3,62 por libra-peso, acima do praticado no mercado spot nacional (R$ 3,60 por libra-peso). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.