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23/Jan/2026

Brasil entre países mais caros para comprar roupas

O BTG Pactual avalia que o Brasil continua entre os países mais caros do mundo para a compra de roupas, mesmo após a valorização do Real em 2025. Os preços da Zara no País estão hoje 3% acima dos praticados nos Estados Unidos e 123% mais caros quando ajustados pela paridade de poder de compra (PPP). De acordo com o levantamento, que compara uma cesta de 12 produtos da Zara em 54 países, a cesta brasileira em 2026 ficou 6% mais cara do que no ano anterior, indicando que a varejista conseguiu repassar parte das pressões de custos aos preços finais, mesmo em um ambiente mais competitivo. No comércio eletrônico, a Shein segue mais barata do que os grandes varejistas locais, embora o diferencial tenha diminuído. Em uma comparação entre uma cesta de oito produtos, a plataforma chinesa aparece 6% mais barata que a Riachuelo, 10% abaixo da Renner e 13% abaixo da C&A. Ainda assim, quando ajustados por PPP, os preços da Shein no Brasil estão 100% acima dos Estados Unidos.

O segmento de moda no Brasil passou a mostrar tendências mais modestas, sobretudo entre companhias expostas às classes de renda baixa e média. Juros elevados, alto endividamento das famílias e inflação acumulada são fatores que continuam pressionando o consumo, além da concorrência crescente de plataformas de e-commerce e cross-border. Nesse cenário, varejistas mais expostos ao público de alta renda devem se sair melhor nos próximos trimestres. Ao mesmo tempo, observa que, após a recente queda das ações, o segmento negocia, em média, a cerca de 8 vezes o lucro estimado para 2026. Assim, o banco revisou para baixo suas estimativas para sete varejistas de moda sob cobertura, com cortes médios de 1,3% nas projeções de receita, 2,7% no Ebitda e 3,2% no lucro líquido para os próximos três anos, refletindo uma visão mais cautelosa para o consumo no curto prazo, especialmente no primeiro semestre de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.