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22/Jan/2026

Têxteis: previsão de crescimento moderado em 2026

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) anunciou nesta quarta-feira (21/01) expectativas classificadas como cautelosas ao desempenho do setor neste ano. As tensões na geopolítica, que trazem riscos de quebra nas cadeias de produção, e as eleições estão entre os pontos de incerteza, ao mesmo tempo em que os juros altos devem limitar o crescimento do consumo. Não há expectativa de queda, mas também não tem a expectativa de um mercado aquecido. Na soma dos setores têxtil e de vestuário, a Abit prevê crescimento de 1,1% da produção neste ano, o que representa uma desaceleração frente à alta de 4,4% estimada em 2025.

A previsão leva em conta a perspectiva de maior concorrência de produtos importados, cujo crescimento previsto é de 5,1%, em um mercado que deve crescer menos. A expectativa é de alta de apenas 0,7% das vendas no varejo. As exportações de vestuário e produtos têxteis do Brasil devem subir 3,3% em 2026. Citando a revisão jurídica, encaminhada nesta quinta-feira (21/01), do acordo do Mercosul com a União Europeia e as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle da Groenlândia, além da continuidade da guerra na Ucrânia e das tensões com o Irã, o cenário internacional demanda conservadorismo. Não há perspectiva de apaziguamento das tensões na geopolítica, o que leva a preocupações de empresários com o ritmo de crescimento da economia global, com o andamento da agenda ambiental e, principalmente, com as possíveis rupturas das cadeias de suprimento.

Em paralelo, os juros no Brasil, apesar da tendência de baixa, seguirão em terreno contracionista, isto é, freando o crescimento. A Copa do Mundo pode estimular o mercado de vestuário esportivo, incluindo o consumo de camisas de seleções, porém sem movimentar tanto o setor como a Black Friday, o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. A elevação do salário-mínimo e a isenção do imposto de renda a quem ganha até R$ 5 mil devem ajudar o consumo, mas a confiança do consumidor pode oscilar mais em razão das incertezas de uma eleição que tende a ser polarizada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.