15/Jan/2026
O mercado de algodão encerrou 2025 com 3,026 milhões de toneladas exportadas, volume 9,1% superior ao de 2024 e novo recorde da série histórica. Apesar do desempenho externo, o mercado interno segue com baixa liquidez, reflexo da queda do dólar e da postura firme dos vendedores. No mercado doméstico, o Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com pagamento em 8 dias, acumula alta de 0,44% em janeiro. De modo geral, os negócios da pluma têm sido retomados aos poucos, mas o ritmo ainda é considerado lento. A queda da taxa de câmbio diminuiu a paridade de exportação e reduziu a presença compradora.
As exportações brasileiras atingiram 452,49 mil toneladas em dezembro, recorde para um único mês desde o início da série da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. O valor médio foi de 70,91 centavos de dólar por libra-peso, o menor preço desde outubro de 2010. Em moeda nacional, porém, o exportador recebeu R$ 3,86 por libra-peso, 11,4% acima do preço doméstico, pelo quarto mês consecutivo, a exportação superou a cotação interna. A diversificação de mercados foi determinante para o resultado. A China absorveu 16,9% do volume total exportado em 2025, com retração de 44,6% em relação a 2024.
Em contrapartida, Bangladesh expandiu suas compras em 52,1%, alcançando 16,4% do total, enquanto Paquistão cresceu 68,6% (16,1% do total) e Turquia avançou 69,6% (14,0%). O Vietnã respondeu por 13,8% dos embarques, com recuo de 22,7%. Vale destacar que os Estados Unidos exportaram apenas 101,6 mil toneladas para a China em 2025, redução de 87% frente ao ano anterior. O ritmo acelerado de embarques prossegue em 2026. Nas duas primeiras semanas do ano, o Brasil exportou 136,3 mil toneladas, com média diária de 22,7 mil toneladas, 20,3% acima da registrada em janeiro de 2025. O preço médio está em 70,48 centavos de dólar por libra-peso, 9,2% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado.
No relatório mensal divulgado na segunda-feira (12/01), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou cortes na produção da Índia (-2,1%), dos Estados Unidos (-2,5%) e da Turquia (-6,3%), com elevação apenas para a China (+3%). A produção mundial de 2025/2026 está prevista em 26,004 milhões de toneladas, 0,3% abaixo da estimativa de dezembro, mas ainda 0,8% acima do volume da safra 2024/2025. O consumo mundial foi revisado para 25,89 milhões de toneladas, alta de 0,3%. As transações globais foram elevadas para 9,53 milhões de toneladas, 1,7% acima da safra passada. Os estoques de passagem foram reduzidos, mas ainda ficarão 1% acima dos de 2024/25, com a relação estoque final e consumo em 62,6%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.